Buscar
  • Henrique Correia

É um socialista a dizer: "Modelo de Rui Rio é ser António Costa, é o ídolo dele"


Sérgio Sousa Pinto é mais do PS do que de António Costa, critica a "peste" do politicamente correto, do pensamento único e dos "clones" nas universidades





Sérgio Sousa Pinto, deputado socialista, antigo líder da JS, crítico da atual liderança de António Costa, acima de tudo pela "parceria" com o Bloco e com o PCP, fez declarações com desassombro ao programa Polígrafo, na SIC Notícias. Defende que as reformas que o país precisa não podem ser alcançadas com o BE e o PCP. Diz que há problemas grandes para resolver. Enumera alguns: 60% da população aufere menos de 800 euros; metade das pessoas que trabalham não paga IRS porque não ganha o suficiente para pagar; 1/3 dos pobres são pobres e trabalham. O trabalho não os tira da pobreza.

A democracia, a sociedade, o PSD de Rui Rio e o que Portugal está a formar nas universidades, foram assuntos em debate, com a pertinência do momento e o foco em questões que, em surdina, vão discorrendo pelas ruas, pelos gabinetes, mas silenciadas pelo politicamente correto, definição que Sousa Pinto considera "uma espécie de peste".

O socialista participou num encontro com personalidades de direita e foi criticado por isso. Por "uns talibans", como diz. E questiona-se: "Em que momento, coletivamente, enquanto sociedade, é que deixámos de poder falar uns com os outros?"

É crítico, também, relativamente ao que se passa nas universidades: "Estão a constituir-se viveiros de pessoas com vivências iguais, parecem clones que se reproduzem e não dão liberdade aos que pensam diferente. Isto na universidade, que é um espaço de liberdade por excelência".

Além disso, considera que no contexto político "há um certo desbragamento da linguagem. O debate político só vale a pena se houver cortesia, discussão de ideias. Ou entao achamos que temos inimigos e o que é preciso é arrasa-los"

Sobre Rui Rio e a aproximação do Chega, Sérgio Sousa Pinto diz que o modelo de Rio "é ser António Costa, é o ídolo dele. E criou uma orfandade na direita, sendo natural o aparecimento do Chega, da Iniciativa Liberal. Durante muitos anos, o PSD não deixava espaço. Hoje, não consegue oferecer mais do que reações".


8 visualizações