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Élvio Sousa denuncia: Diário recebe 2 milhões públicos fora a publicidade

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
15 de mai. de 2023
2 min de leitura


Líder parlamentar do JPP diz-se afastado do conjunto de articulistas do matutino e anuncia novo espaço às segunda-feiras no Facebook.




O líder parlamentar do JPP publicou hoje uma nota, na página do Facebook, onde revela ter sido afastado do conjunto de articulistas do Diário de Notícias do Funchal alegadamente na sequência de posições assumidas contra a governação regional e contra alguns empresários, designadamente trazendo a publicidade e recorrendo aos tribunais em matérias como as listas de espera ou o "ferry", entre outras.

Élvio Sousa lembra que "estando em 2023, e contribuindo para o pluralismo e para a manutenção de postos de trabalho e custos logísticos, ao abrigo de subvenções públicas (fora a publicidade), o Diário se prepara para amealhar cerca de 2 milhões de euros".

O deputado do JPP louva "o trabalho de todos os jornalistas, mesmo aqueles que no silêncio discordam das falsas garantias de isenção e rigor. Com a canalização de verbas públicas, a Direção editorial esquece, também, que está sujeita às regras da transparência e divulgação, como se os vencimento que auferem não fossem oriundos desses fundos públicos".

Élvio Sousa anuncia o início de uma rubrica "Censurado", que a partir de agora terá caráter regular às segunda-feiras naquela dita rede social.

Pela relevância de interesse público deste posicionamento, publicamos o artigo hoje publicado por Élvio Sousa:


"[CENSURADO!]

"MATAR O MENSAGEIRO"

Boa tarde.

Tenham uma excelente resto de segunda-feira.

Inicio esta segunda, uma rubrica de opinião semanal -"CENSURADO" - inspirada no meu afastamento de coluna de opinião no Diário de Noticias-Madeira (Diário).

"Como em qualquer história, há pelo menos duas versões, e pese embora não pretender dar demasiada importância a esse facto, julgo também que não o devo silenciar ou omitir. Quem cala, consente!

Não devemos ter medo de revelar a verdade, e muito menos de criticar construtivamente a direção editorial dos media, sem embaraços, e sem que isso possa constituir qualquer pressão sobre a imprensa. Todos têm o direito de exprimir livremente o pensamento pela palavra, sem discriminação e sem censura.

Há cerca de três anos a esta parte têm-se verificado situações pouco claras. Alguns textos ficaram no ralenti, outros no arquivo silenciado pelo lápis azul.

A pressão aumentou quando comecei a escrever mais intensamente sobre temas que aumentam o custo de vida dos madeirenses, tais como a falta de um FERRY, o preço do transporte marítimo de mercadorias, o monopólio da banana, dos portos e o preço do gás.

É sempre mais fácil “matar o mensageiro”, para impedir a difusão da mensagem incómoda e proteger interesses.

Recordo que da estrutura societária do Diário faz parte a NEWSPAR- Multimédia, Lda, detida pelo GRUPO SOUSA investimentos SGPS. Lda cujo acionista é o empresário Luís Miguel Sousa. (...)"




 
 
 

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