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  • Foto do escritorHenrique Correia

40 doentes nos corredores das Urgências e ameaças de processos disciplinares



Rafaela Fernandes mantém uma posição de "mão de ferro" para tratar de assuntos que exigem sensibilidade para propiciar o bom rendimento global.




Continua o caos no serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça e há relatos de saturação dos profissionais face a esta falta de soluções da tutela política, mas sobretudo da tutela do Serviço de Saúde da Região, com dedo apontado à presidente do Conselho de Administração, Rafaela Fernandes, que recorrentemente utiliza a ameaça do processo disciplinar para "intimidar" agentes de saúde, com particular incidência nos enfermeiros, que todos os dias enfrentam situações de ruptura dos serviços para a prestação minimamente aceitável dos cuidados.

Várias fontes confirmam que nesta manhã de terça-feira de Carnaval permaneciam 40 doentes nos corredores à espera de vaga no internamento "agravando a escassez de recursos para fazer face às necessidades dos serviços. A esta situação caótica, acresce a atitude potenciadora do conflito por parte da presidente do SESARAM, que não sendo profissional clínico, dizem alguns profissionais, "não compreende a dificuladde, a desorganização, o stress e a a exaustão" desses mesmos profissionais". Rafaela Fernandes mantém uma posição de "mão de ferro" para tratar de assuntos que exigem sensibilidade para propiciar o bom rendimento global e o encontro das melhores soluções.

O problema não é novo, mas dizem que esta fase está no pico das situações críticas e tensas. Parece que não há dia sem ameaça de processos disciplinares, sendo que a limitação dos acompanhantes tem sido um dos pontos de discórdia, uma vez que Rafaela não quer limitar acompanhantes, enquanto os profissionais defendem uma posição mais restritiva

A realidade é que o ambiente em contexto hospitalar é tenso. Dizem-nos que a presidente do SESARAM, não sendo técnica, atua como política, o que nem é de estranhar atendendo a que fez carreira na estrutura partidária a que pertence, o PSD, onde começou pela JSD e foi eleita deputada no Parlamento Regional, entre outras funções. Agora, chamada a um cargo de confiança política, no conselho de administração do SESARAM, sente alguma dificuldade na gestão de equilíbrios e de sensibilidades num setor de grande responsabilidade para tratar doentes e para gerir recursos humanos. Recursos esses que, por vezes, também têm os egos à superfície. Resultado: o utente é quem sofre com esta "guerra fria".

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