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  • Henrique Correia

A lista do PSD é como a Noite do Mercado: tenta manter a "tradição" mas a festa é pouca



Percebe-se uma certa gratidão de Albuquerque para com Sérgio Marques, que não teve sucesso no governo e tem muitos anti-corpos dentro do partido, que Albuquerque não quer "alimentar"




A junção destas duas realidades bem distintas tem a ver com decisões importantes, do Governo e da Câmara do Funchal, publicadas nos jornais, divididas quase equitativamente, mas deixando sempre o "filet mignon" para uma das plataformas. Esta "mistura" do que não tem nada a ver, explica-se pela necessidade de vivermos a vida, em pandemia, com algum humor face a episódios de outras "pandemias", cujo debate levava muito tempo e não resolvia nada.

Pois bem, vamos à lista do PSD-Madeira para a Assembleia da República, aliás do PSD e do CDS, para parecer mais votos, publicada hoje no Diário, antes da Comissão Política do partido (PSD) reunir os seus membros, esta tarde, com o Diário debaixo do braço e que por esta altura já têm bem arrumadinho para o encontro mag(n)o. Uma comissão oficial que vale "ouro" só para ratificar o anúncio oficioso.

Miguel Albuquerque coloca um "velho amigo", Sérgio Marques, como cabeça de lista, indicando Sara Madruga em segundo e deixando "cair" Paulo Neves, ainda que não fosse o mais apagado dos três. Na falta de figuras de topo, talvez Sara Madruga, pelo que trabalhou, pudesse liderar esta lista. Mas percebe-se uma certa gratidão de Albuquerque para com Sérgio Marques, que não teve sucesso no governo e tem muitos anti-corpos dentro do partido, que Albuquerque não quer "alimentar". Daí este "longe e perto" ao mesmo tempo. É uma lista para suficiente menos, dá para passar, até dá para "puxar" pela JSD, uma estrutura que o líder quer com "rédea curta". É como nos clubes, isto é jogo para lançar os "miúdos". E Albuquerque sabe que esta eleição pode ser ganha facilmente face à concorrência, que anda sem estratégia e sem dinâmica ainda mal refeita dos reflexos das últimas eleições autárquicas

Assim, o líder tem Sérgio Marques satisfeito, para todos os efeitos estão garantidos mais quatro anos de ocupação política, Sara Madruga não é de polémicas e fará o trabalho de "terreno", e ainda coloca em terceiro lugar Patrícia Dantas, realmente uma novidade que pode ter um significado de resguardo de imagem, a par dos jovens Dinis Ramos e Jéssica Faria, lançados nos quarto e sexto lugares, ficando para o CDS o quinto lugar, que

aparentemente poderá não ser elegível, mas que também defende o CDS de um eventual mau resultado se concorresse sozinho.

Mas antes, ainda vem o Natal e a noite do Mercado. Também com a Câmara a "noticiar" no JM o que vai fazer, o que parece impossível, uma tradição sem barracas e sem gente nos cânticos da Praça. Só na fruta, nos legumes e nos ramos verdes. Ou seja, manter a tradição quase sem tradição. Além dos testes e do certificado, noticiou há dias o Diário.

E o que é que isso tem a ver com a lista do PSD? Nada. A não ser a divulgação pelos jornais antes do "conhecimento" dos órgãos dos partidos.

Com uma curiosidade: a "fonte" do Diário está melhor colocada ao dar conta da candidatura de Patrícia Dantas no terceiro lugar que o JM atribui a Paulo Neves.

Coisas da nossa politica e da nossa terra.








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