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  • Henrique Correia

"A nova história do PS-Madeira começa a ser escrita hoje", avisa Cafôfo

O novo líder socialista madeirense quer deixar claro, no Congresso deste fim-se-semana, que o partido, na Região, entra num novo ciclo e num ciclo novo

Paulo Cafôfo com Célia Pessegueiro, hoje, no Congresso do PS-Madeira.


"Cá estamos! E não interessa a idade", escreveu Paulo Cafôfo.


Paulo Cafôfo entrou no Congresso dos socialistas madeirenses, que este fim-de-semana decorre no Tecnopolo e que confirma a nova liderança do partido na Região, com uma mensagem escrita na sua página do Facebook, com um contéudo político forte para o que considera ser um percurso que tem início hoje para a estrutura socialista na Madeira. É como se quisesse dizer que o PS-M entrou num novo ciclo mas também num ciclo novo.

"A nova hisória do PS-Madeira começa a ser escrita hoje. Conto com o contributo de todos para os desafios que aí vêm", escreve o homem que ocupa o lugar deixado por Emanuel Câmara.

Cafôfo quer, está visto, que o PS-M entre numa nova fase, a fase Cafôfo, diferente de todas as outras, havendo mesmo a preocupação de marcar a diferença para que o partido assuma um posicionamento distinto daquele que teve até ao momento, tendo em vista mudar o ciclo e passar a uma fase que esta nova liderança pretende ser vitoriosa para interromper a hegemonia social democrata na governação regional. As Autárquicas do próximo ano serão certamente um grande desafio, tratando-se de umas eleições em que essa hegemonia do PSD já não é o que era e o Ps pretende mais do que as Câmaras do Funchal, Porto Moniz, Ponta do Sol e Machico.

Em entrevista ao Jornal Económico, Paulo Cafôfo defende outro modelo de desenvolvimento para a Madeira, defende a revisão da Lei de Finanças Regionais e diz que "gritar do Funchal para Lisboa não reforça a autonomia". Considera que "é essencial que se coloque os interesses da Região acima dos interesses partidários, mas isso não se consegue com a postura política que o PSD tem tido. Nós temos manifestado ao longo deste tempo todo, particularmente depois das últimas eleições regionais, vontade política de chegar a consensos, porque essa é a única forma de levarmos daqui uma proposta que seja consolidada e que possa ser defendida junto dos partidos na Assembleia da República. E isso só se consegue com vontade política e outra postura".

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