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  • Henrique Correia

A pandemia suspendeu as vidas e exigiu preparação de políticas estruturais


A médica Carmo Caldeira discursou no 10 de junho com uma preocupação: "Embora se inventem modos de tratar, não se descobriu ainda a forma de aliviar o sofrimento sem empatia e sem compaixão"


A médica Carmo Caldeira, presidente da comissão para as comemorações do Dia de Portugal, mostrou hoje uma grande preocupação: "Sei o que me preocupa, é que a medicina, empolgada pela ciência, seduzida pela tecnologia e atordoada pela burocracia, apague a sua face humana. Embora se inventem modos de tratar,

não se descobriu ainda a forma de aliviar o sofrimento sem empatia e sem compaixão".

Num contexto de pandemia, a médica lembrou que nem sempre a ciência tem respostas, disse que as pandemias desequilibram as sociedades. A pandemia COVID-19, além das vítimas mortais, a quem presto a minha homenagem, suspendeu as nossas vidas, os nossos afetos, interrompeu os nossos sonhos, o futuro dos jovens, acentuou o isolamento dos anciãos. As desigualdades provocadas pela pandemia obrigam-nos a um maior zelo, reflexão e mobilização na preparação de políticas estruturais para o futuro".

Carmo Caldeira lembrou a marca deixada pelos madeirenses no mundo, a importância de estender a Portugalidade através do digital.

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