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  • Foto do escritorHenrique Correia

A "publicidade" (Costa) é boa mas o "produto" (Montenegro) será?




Mas o PSD tem, além desse problema de liderança, outro de combate político. E nem aí tem carisma, como se pode ver pela liderança parlamentar de Joaquim Sarmento.






Uma coisa é Costa ser a melhor publicidade para Luís Montenegro, outra coisa é o "produto" ser aceite pelo "mercado", no mínimo, como aconteceu no partido. E Montenegro não tem carisma, faz-me lembrar Fernando Nogueira, que chegou a líder do PSD sem saber como e por muito que o gabinete de imagem fizesse, como mudar a cor dos fatos para erradicar aquele cinzentismo, não havia nada a fazer.

Nem todas as pessoas são más incapazes por não terem perfil para um determinado cargo. Acontece, terá para outras funções.

E Montenegro não tem perfil para líder do PSD na medida das necessidades atuais do PSD, por muito empurrão que leve, e tem levado, internamente e até do PS por via dos "tiros nos pés" da governação socialista. Com outro líder mais carismático, o PSD estava à frente das sondagens e a grande distância do PS.

Mas o PSD tem, além desse problema de liderança, outro de combate político. E nem aí tem carisma, como se pode ver pela liderança parlamentar de Joaquim Sarmento, que parece estar sempre inseguro quando fala e é pouco convincente, não no que diz mas na forma como diz. O PSD tem um claro problema de comunicação e neste particular tem muito a aprender com o PSD Madeira que sabe "vender o produto" mesmo quando não é bom. E ainda por cima tem a ajuda da oposição, pouco acutilante, pouco incisiva, distraída de alguns assuntos importantes, e com problema internos que acabam por ser estruturais e não conjunturais, que perde tanto tempo a "queimar" líderes que se distrai de fazer a oposição que é preciso.

Por isso, Miguel Albuquerque tem razão ao dizer que António Costa é a melhor publicidade para o PSD. E realmente pode serato problema é mesmo o PSD. E é por isso que Marcelo tem dúvidas disso e está a evitar intervir com os riscos de ficar quase tudo na mesma, exceto a subida previsível do Chega, que está a ocupar o espaço do PSD na parte do combate político parlamentar, com os efeitos visíveis. Tirando alguma demagogia, que há em Ventura, defendendo posições só compreensíveis em alguém que não pensa chegar a qualquer poder, há uma componente de dialética política e parlamentar que André Ventura tem e que o faz ocupar a dianteira de determinadas questões.

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