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  • Henrique Correia

A razão de Idalino na vacinação completa da ilha muito antes do tempo


Pode não ter sido o presidente das elites, mas é seguramente o presidente que representa a expressão do povo.



O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo já tinha alertado, em fevereiro, para a importância da vacinação alargada na ilha como forma de garantir segurança aos residentes e visitantes. Foi assim na vacinação, mas já tinha sido assim com os testes para as viagens no Lobo Marinho, um alerta que então também foi pertinente e acabou por ter recetividade por parte das entidades regionais de saúde.

Neste contexto em que a ilha se prepara para completar vacinação de 60% da população, patamar da imunidade de grupo, o presidente da Autarquia recorda a posição que assumiu em fevereiro, e bem.

Importa, neste momento, por ser ano de eleições autárquicas e pelo facto de Idalino Vasconcelos ter decidido não se recandidatar, fazer justiça a Idalino, que pode não ter sido presidente das elites, mas é seguramente um presidente que reoresenta a expressão do povo. E sabemos como isso é importante e cada vez mais difícil nesta política em que o domínio das decisões está preso mais por interesses pessoais do que coletivos.

Idalino teve razão. Várias vezes. E é preciso dizê-lo sem complexos, até porque no caso do Porto Santo era mais do que justificado e óbvio vacinar toda a população numa das primeiras estratégias, sendo que na próxima semana, os indicadores atingem a imunidade de grupo.

Assim o candidato vencedor das próximas eleições possa defender o Porto Santo como Idalino o fez, às vezes contra as elites partidárias na Madeira, mas também as que se julgam elites locais e que, talvez por isso, não tenham dado o devido apoio a um presidente mais chegado às pessoas do que às estratégias da estrutura "laranja".

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