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  • Henrique Correia

A RTP Madeira já não consegue produzir e cola-se aos programas nacionais


Nelson Silva: “Deveria ser um canal de produção própria, mas para isso é preciso mais recursos humanos e mais alguns recursos técnicos”.




O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual – SINTTAV pediu a intervenção do Parlamento Regional junto do poder político nacional para que a RTP Madeira possa ter uma emissão própria e de qualidade. Recorde-se, a título de curiosidade, que o presidente do Parlamento é jornalista e integrou, durante alguns anos, os quadros da RTP Madeira. Mas hoje, não foi José Manuel Rodrigues a receber o sindicato, mas sim a vice presidente do principal órgão da Autonomia, Rubina Leal.

A solicitação foi feita à vice da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, numa audiência marcada por muitas preocupações, entre as quais os constrangimentos de gestão da empresa pública, que também afetam o canal regional. Nelson Silva, coordenador Nacional do SINTTAV, referiu que “a RTP Madeira já não consegue produzir, ao longo do dia, conteúdos exclusivos para alimentar o canal”, tendo “neste momento uma colagem aos programas que são feitos no continente”, sublinha uma nota do Parlamento.

“Deveria ser um canal de produção própria, mas para isso é preciso mais recursos humanos e mais alguns recursos técnicos”, reforçou.

Mas não ficam por aqui aqui as queixas: "Os sindicalistas denunciaram ainda “as dificuldades dos trabalhadores da RTP na evolução de carreira. “A estagnação salarial, a falta de formação e a polivalência abusiva” dos trabalhadores da televisão pública, foram alguns dos pontos apontados. “A precariedade na empresa está aceite e generalizada. É preciso trazer estabilidade a estas pessoas”.

O dirigente do SINTTAV, também membro da comissão de trabalhadores da RTP, foi acompanhado por Baptista Monteiro, coordenador regional do SINTTAV, e Humberto Fernandes, dirigente regional do SINTTAV e trabalhador da RTP na Madeira, que falaram da importância do canal regional de televisão para o serviço nacional. “A diferença do serviço do serviço público de televisão para os serviços privados tem essencialmente a ver com a cobertura que damos a todo o território nacional. Por isso o que é feito na Madeira deve chegar a todos os portugueses, em igualdade de circunstâncias, já que pagam o serviço público de televisão, de rádio e das plataformas digitais”. “Era bom que a RTP Madeira e Açores pudessem estar na TDT (Televisão Digital Terrestre) de livre distribuição e não apenas da rede de televisão por cabo”, frisou Nelson Silva.


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