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  • Henrique Correia

A rua de Virgílio

Uma rua para Virgílio Teixeira, o madeirense galã do cinema, deixa o nome em 268 metros de acesso ao porto e à nova lota










A rua de Virgilio pode não ser a melhor rua, não tem casas, não terá muito correio para entregar e até correio atrasado ou extraviado, como acontece com frequência, na Região, porque nem os CTT são o que eram. Mas é uma rua, nova, que até pode ficar conhecida como a Rua da Lota, mas que na verdade é Rua Virgílio Teixeira, o mais emblemático madeirense no mundo do cinema. De qualquer forma, é uma homenagem.

Virgílio Teixeira nasceu a 26 de outubro de 1917 faleceu a 5 de dezembro de 2010. Foi uma vida no cinema, coml atior, projetou o nome da Madeira e centralizou a atvividade profissional em Portugal, Espanha e Estados Unidos.

Começou a carreira em 1943 com a participação em “Ave de Arribação”, em Portugal e participando em “Magdalena Cero en Conducta”, em Espanga.

Participou em 92 produções, 150 programas de televisão e duas peças de teatro nestes países Estão e nos EUA.

Contracenou com Amália Rodrigues em Fado - História de uma Cantadeira.

Fez uma incursão pela política, foi eleito pelo PSD vereador para o pelouro da cultura na câmara do Funchal, no mandato 1980-83. A 3 de agosto de 1983, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Desde quinta-feira dá nome a uma rua de acesso à infraestrutura portuária, bem como à Lota do Funchal, arruamento de 268 metros, que o Governo Regional justifica para "melhorar a mobilidade pedestre dos utentes do Porto do Funchal, através da criação de passeios e corredores de circulação pedonal, beneficiando principalmente os peões que se dirigem ao ferry e ao Cais 6".

O investimento, que ascendeu a cerca de 200 mil euros, representa, como disse o presudente do Governo, Miguel Albuquerque, «a homenagem a um grande ator, a um grande homem das artes e do cinema, um homem do mundo, cosmopolita e que prestou relevantes serviços à Arte portuguesa, tendo projetado o nome da Madeira para além-fronteiras».

«O Virgílio Teixeira, para além de ser um grande amigo, com quem tive o prazer de conviver, foi um homem que extravasou os limites da ilha. Teve carreira nos EUA, em Espanha e no território nacional», relevou.

Neste sentido, disse ser importante fazermos-lhe esta homenagem. «Simbolicamente está situada num ponto de partida e de chegada. Foi de onde ele partiu e onde durante grande frequência, durante a sua longa vida, vinha.», lembrou.

A concluir, Miguel Albuquerque fez questão de cumprimentar a família do falecido ator e dizer-lhes que tem muitas saudades de Virgílio Teixeira, «um homem sempre muito educado, um homem culto, que teve sempre disponibilidade para participar na vida pública, quando foi necessário».

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