top of page
Buscar
  • Foto do escritorHenrique Correia

Acordo a dois e assinado a três "obriga" PAN a votar no candidato do PSD



Miguel Albuquerque, Mónica Freitas e Marco Gonçalves assinam o acordo PSD/PAN.





A deputada eleita pelo PAN deixou no ar, num programa da RJM, que não dá garantias de votar em José Manuel Rodrigues, o mais do que certo candidato do PSD à presidência da Assembleia Regional. Mas Mónica Freitas só "fez conversa" e está "presa" pelo acordo assinado a três, por si própria, por Miguel Albuquerque e por Marco Gonçalves, o advogado que foi mandatário do PAN e que vai funcionar como a base de apoio jurídico e parlamentar para a deputada eleita. Desconhece-se, no entanto, o fundamento para um acordo a dois com assinatura a três.

Quanto ao conteúdo, o acordo é claro: o PAN vota ao lado do PSD nos candidatos propostos por este relativamente às eleições internas e externas, pelo que a eleição do presidente da Assembleia estará assegurada por comprimisso, será o que o PSD apresentar e o PAN deverá honrar o acordo.

Terá que ser mesmo o Partido Social Democrata a apresentar essa candidatura uma vez que é o partido que tem acordo com o PAN. O CDS apenas garante os votos dos seus deputado, embora se coloque aqui uma questão sobre se este acordo PSD/PAN, sendo de incidência parlamentar, não deveria ter a assinatura do CDS, cujos deputados também têm voto decisivo na matéria, embora tenham acordo de coligação governamental que assegura essa "fidelização".

Refira-se, sobre esta temática, que já são várias as vozes públicas que defendem a divulgação "oficial" dos documentos que formalizam os acordos PSD/PAN e PSD/CDS. O primeiro já ratificado pelos órgãos internos dos respetivos partidos, embora à posteriori do entendimento fechado, o segundo ainda por ratificar no CDS, o que deverá acontecer hoje. O primeiro já poderia ter sido divulgado, o segundo ainda não, admite-se.

Mas quem conhece Miguel Albuquerque, a forma de agir perante a pressão pública, sabe que não divulga nada, oficialmente, sem baixar essa mesma pressão, quanto mais falarem na praça pública menos verão o acordo com o PAN. E ontem, foi Alberto João Jardim a apoiar o artigo de Ricardo Vieira defendendo precisamente a divulgação pública dos documentos. Vão sair quando Albuquerque quiser e entender. Entretanto, deixa passar, através do líder parlamentar, as linhas desse mesmo acordo sem o divulgar formalmente, como aconteceu hoje no JM por Jaime Filipe Ramos.

Sabe-se o que se sabe e já amplamente divulgado, coisas simples sem implicações orçamentais, sem grandes reivindicações. Garantias nos orçamentos e programas de governo, nas moções de censura.

Facilitou, dizem alguns, o facto de Miguel Albuquerque ter acompanhado, ao que parece com particular pormenor, o programa do PAN, não fosse um dia precisar de apoio. E não é que precisou? Perspicácia de experiência política, muitos anos disto, como diz o povo. Poucos chegariam lá: Albuquerque a acompanhar o percurso e o programa do PAN. É o fascínio da política.





17 visualizações

Comentarios


bottom of page