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  • Henrique Correia

Afinal, já vemos mais policiamento de proximidade no Funchal


Não se sabe se é uma reprogramação da PSP tendo em vista "mostrar-se" mais pelas principais ruas do Funchal, ou se é da proximidade da época natalícia e pura e simplesmente a polícia "desencantou" agentes não interessa onde.





Quem anda pelo Funchal já nota a diferença, não se sabe se é uma reprogramação da PSP tendo em vista "mostrar-se" mais pelas principais ruas do Funchal, ou se é da proximidade da época natalícia e pura e simplesmente a polícia "desencantou" agentes não interessa onde e colocou-os num patrulhamento urbano mais visível. É este o policiamento de visibilidade que tantas vezes falámos e que, a espaços, chegou a acontecer até se "eclipsar" quando era mais necessário. Melhor do que toda a gente, a Polícia sabe disso. E quando quer e pode, faz.

Nos últimos tempos, tem sido raro o dia em que num perímetro curto de núcleo da cidade não vemos duplas policiais no patrulhamento, designadamente no Mercado, na Rua Dr. Fernão de Ornelas, Praça do Carmo e proximidades da Sé, mas dizem-nos que isso tem acontecido noutras zonas da cidade, como a problemática Zona Velha, onde havia dias em que não se via um polícia.

Da mesma forma que se sente insegurança pelo aumento da marginalidade, dos furtos, da pedincha insistente e reativa ao não, dos consumos de substâncias psicóticas que levam a atitudes desviantes, e do tráfico de droga em muitas zonas, também devemos registar quando a polícia deixa se se agarrar à estatística e vem para a rua como era preciso e a própria PSP viu isso.

Não é preciso, e vale o que vale, a vitimização de que ninguém reconhece o trabalho da polícia durante anos e critica a polícia que não merece ser criticada. O importante é o resultado e a eficiência. Claro que se releva o trabalho da polícia, uma profissão de grande importância e devemos estar agradecidos pelo trabalho em nome da segurança de todos nós. Coisa diferente é a polícia se colocar num patamar de imunidade à crítica, sobretudo quando é o óbvio a parte mais visível do problema.

E é de tal ordem importante que nos últimos dias, temos assistido a um trabalho bastante eficaz da PSP no combate à criminalidade urbana, investigando e fazendo detenções em tempo muito curto, dando claramente a imagem de eficácia de atuação que é de relevar num momento particularmente sensível da segurança do Funchal, mas também já noutros concelhos. A questão, agora, já não tem a ver com o polícia, tem a ver com os tribunais e com os juízes, que perante as leis existentes, devem responder a esta eficácia policial até para demonstrar que vale a pena investigar e fazer detenções.

Não foi preciso alterar a Constituição para chamar os militares, não foi preciso alterar leis para colocar os 200 agentes desta força disponíveis para esse policiamento urbano, não foi possível grandes mudanças para vermos mais polícia na rua e detenções todos os dias.

Não sei se é cirúrgico, se é só nesta época ou se é efetivamente uma mudança em função do sentir das pessoas, que deve ter resposta das entidades. Não sei e só o tempo dirá o que esta presença maior da polícia no Funchal representa, se perdura ou se é sol de pouca dura. É preciso dar o benefício da dúvida e dizer que as pessoas contam com a Polícia da mesma forma que a Polícia deve contar com as pessoas e atuar para a segurança das pessoas e bens.



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