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  • Henrique Correia

Agentes da PSP não podem usar tatuagens "racistas" ou "partidárias" nem bigodes enrolados

Atuais polícias com tatuagens extremistas, racistas, de incentivo à violência ou partidárias têm seis meses para removê-las


Quem quiser ser agente da Polícia de Segurança Pública deve atender a um conjunto de normas, algumas novas, outras já adaptadas, mas todas de acordo com os novos tempos. Isso mesmo está expresso num despacho da direção nacional da PSP, onde constam normas que não eram atualizadas há 12 anos.

Tatuagens com mensagens extremistas, racistas, de incentivo à violência ou de índole partidária, quer escritas quer por imagens, estão completamente proibidas. Quem já tem, fica com seis meses para remover. O que é permitido mesmo é uma tatuagem, sem aquelas referências, mas acima do tornozelo, 10 centímetros, e acima do cotovelo. "Todas as outras, em outros locais do corpo, devem ser tapadas com o uniforme ou, em alternativa, por uma manga ajustada de cor neutra ou uma calça justa, escreve a agência Lusa, segundo refere o Observador.

Mas as normas não se ficam por aqui, deixam claro, tabém, que não pode haver lugar a bigodes enrolados e "os polícias do género masculino usam cabelo cortado acima do colarinho da camisa, sem tapar qualquer parte da orelha e as patilhas devem ser aparadas em linha reta, não ultrapassando o limite da orelha”

No caso das mulheres, o cabelo deve estar preso por um elástico ou meio similar. O caso das unhas das mulheres polícia, "devem ser pintadas de cor uniforme e não exceder três milímetros de comprimento e a maquilhagem deve ser discreta".

Nada de "chinelos, calções, roupas transparentes, T-shirts de cores garridas, decotes excessivos, fatos de treino, roupa e calçado específico para a prática desportiva”. Também um não aos óculos espelhados e "a utilização de equipamentos tecnológicos portáteis pessoais, como telemóveis, é efetuada “pelo tempo estritamente necessário e apenas para assuntos urgentes”.

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