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  • Henrique Correia

Agora o cumprimento não pode ser feito com o cotovelo, diz a Organização Mundial de Saúde

Agora, recolha o cotovelo e leve a mão ao coração. E, já agora, pode levar as mãos à cabeça sempre que a OMS decide falar. Normalmente tarde



Primeiro, em que mundo anda a Organização Mundial de Saúde? Todos os dias, em todo o mundo, gente com responsabilidade, técnicos de saúde até, cumprimentam-se com o cotovelo, com o punho, uma alternativa que alguém, um dia, disse que era solução. Agora, não sei quantos meses depois do início da pandemia, a OMS diz que não pode ser, uma vez que nesse cumprimento com o cotovelo as pessoas estão a menos de um metro de distância. Já estavam há muito tempo. E dá alternativa: leve a mão ao coração.

Parece que a medida é realmente má. Mas é praticada todos os dias. Técnicos dizem que é de mau gosto, anti-higiénica, não cumpre as normas de distanciamento. Visto bem, tem lógica. Mas com tant especialista na matéria, ninguém se lembrou disso antes? Mais vale tarde do que nunca, mas até parece que as medidas surgem avulso e por impulso.

Não era mau que as instituições se entendessem, pelo menos naquilo que é o essencial. Sabe-se pouco sobre a Covid-19, é verdade, do ponto de vista da investigação ainda há muito estudo em curso, também é verdade. Mas que diabo, em relação a questões básicas de prevenção, juntando o uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento, era possível haver mais rigor e informação objetiva. Só agora é que a OMS viu que o cumprimento com o cotovelo, deveras abrangente há muito tempo, é desaconselhável por não estar à distância recomendada. Claro, não está mesmo. Como não há dois metros de distância entre as pessoas, em qualquer serviço, nas ruas, nos restaurantes, nas mesas de café, em todo o lado. Ninguém cumpre o distanciamento que é apontado. Nem aqui, nem no País todo, nem no mundo inteiro. Por acaso, era bom ouvir qualquer coisa sobre isso por parte da OMS. Nem é higiénico. Pois não, como não há em muita coisa recomendada.

Acho que as instituições reguladoras devem recomendar, devem intervir, junto das estruturas de saúde dos diferentes países e destes para as Regiões, no sentido de haver, um padrão condutor de políticas. Que existam alterações pontuais, conforme vão avançando os conhecimentos, compreende-se. Não se compreende no básico, onde todos os dias surgem mudanças.

Agora, recolha o cotovelo e leve a mão ao coração.

E, já agora, pode levar as mãos à cabeça sempre que a OMS decide falar. Normalmente tarde.

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