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  • Henrique Correia

Ainda bem que se soube, as autoridades atuaram e o Porto Santo não ficou menos seguro

No fundo, é tudo uma questão de responsabilidade

A situação ocorrida no Porto Santo, com o caso de uma turista que testou positivo para Covid-19 em Lisboa, depois de ter estado na ilha dourada e contactado com várias pessoas, permite algumas reflexões sobre os comportamentos que cada um deve ter, para bem individual e para bem coletivo, como forma de prevenção e como forma de manter a ilha fora das estatísticas da pandemia. Ainda bem que se soube, as autoridades atuaram, o Porto Santo não fica menos seguro por isso, antes pelo contrário, e é oportuno retomar o alerta para as medidas, caso tenham sido esquecidas, como tem acontecido, com alguma frequência naquele destino de eleição e que todos querem manter assim, de eleição. Sem dramas, como fez o presidente da Câmara, abordou o assunto, disse estar a acompanhar a situação e aconselhou ao cumprimento das medidas. E fé-lo por saber que nem sempre são cumpridas.

No fundo, tudo uma questão de responsabilidade. De quem sente alguma diferença relativamente ao estado de saúde e deve tomar os devidos cuidados, de quem está próximo na reação assim que tem conhecimento de um eventual contacto positivo, para viabilizar a identificação e respetivo rastreio desses mesmos contactos, mas também do resto, os que se juntam, de dia mas sobretudo à noite, mesmo havendo uma vantagem inerente ao próprio destino, que tem uma extensa praia onde as pessoas podem estar relativamente tranquilas sem grandes ajuntamentos. Já nos bares e nos encontros noturnos, é diferente, é preciso mais atenção.

O Porto Santo não deixa de ser seguro de Covid-19 por este episódio, mas também não fica mais seguro se varrermos o debate para debaixo do tapete. E a prudência aconselha, por exemplos de outras paragens, que uma qualquer situação, descontrolada, pode provocar danos maiores do que as notícias.  E independentemente da forma como o apresentador da RTP colocou a primeira informação pública, deixando algumas dúvidas que seriam dissipadas mais tarde com o vídeo e com informações do IASAUDE, a verdade é que ainda bem que o fez, por muito que se ache que a denúncia foi alarmante e que não devia ser feita, como já vi escrito. Teorias de esconder situações para as aparências e corrermos o risco, depois, de haver focos de risco. Penso até que o IASAUDE, que tem mantido uma regularidade informativa importante, de tudo aquilo que tem sido feito, e bem, para rastrear, no continente, na Madeira e no rastreio nos aeroportos da Região, deveria assumir, nestes casos, uma postura comunicativa de antecipação. Assim, evitava eventuais especulações e dava a conhecer a intervenção, que neste caso até já estava em curso. Hoje, já não é possível reter informação por muito tempo. Mas isso  também, não é novidade.

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