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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque acredita sem certezas: não vou depender do Chega



"O que não podemos deixar é que Partidos como o Chega cresçam".




Miguel Albuquerque vai a votos com Rui Barreto, do CDS, naquela que é a primeira coligação que o PSD Madeira faz à partida para um ato eleitoral. Em 2019, o líder social democrata fez um acordo parlamentar e um governo de coligação pós eleitoral, na altura o suficiente para garantir a maioria parlamentar suficiente com os três deputados eleitos pelo CDS a completarem os 24 necessários.

Hoje, a situação é diferente, a lista de Albuquerque/Barreto deve manter os 3 deputados do CDS em lugar elegível, mesmo que muitos digam que se o CDS fosse a votos sozinho não teria votos para eleger os 3 deputados. Nunca se saberá se seria mesmo assim.

Mas Miguel Albuquerque também não sabe se esta coligação vai conseguir a maioria absoluta e não põe nada de parte relativamente à eventualidade de precisar de um terceiro partido. Hoje, no âmbito de uma visita integrada nas Jornadas “Sentir Portugal”, desta feita à empresa Datamentors, disse: “Não vou nem tenho de depender do Chega”.

E disse mais: “O que não podemos deixar é que Partidos como o Chega cresçam, até porque se eles crescem é devido à negligência dos Partidos centrais do poder, devido ao politicamente correto e à cobardia com que estes enfrentam muitas vezes as questões”, disse, vincando que se quem está no poder não procura interiorizar e apresentar soluções para as preocupações legitimas da população, vai perdendo força e vai perdendo poder a favor exatamente destes Partidos mais radicais, “que gritam mais alto mas que muitas vezes também não tem a solução”, num fenómeno que não pode ser ignorado", refere uma nota publicada nas plataformas digitais do PSD-M.

Miguel Albuquerque reiterou a importância de ouvir a sociedade e criar condições para que esta participe ativamente e se identifique com as políticas seguidas, numa alusão ao “Compromisso 2030” cujas conclusões foram hoje apresentadas".

Acontece que Albuquerque não pode ter a certeza de estar em posição de rejeitar o Chega, mas para já também não quer falar sobre isso definitivamente, vai aguardar para decidir. O que diz não fecha a porta, apenas acha que não vai depender nem tem de depender. Mas pode vir a precisar, uma vez que a Iniciativa Liberal já afirmou que não quer coligações com o PSD, o JPP não será certamente, seria "engolir um grande sapo" e o PAN não parece disponível. Ficaria o Chega?


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