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  • Henrique Correia

Albuquerque admite ano difícil, promete maioria "coesa" e manda "farpas" a Cafôfo e à esquerda

"Um senhor que se diz democrata teve medo de ir ao Parlamento depor perante os deputados aquando da tragédia do Monte



A maioria governativa regional, composta pelo PSD e pelo CDS, está coesa e não vai vacilar. Esta ideia foi transmitida pelo líder social democrata madeirense, Miguel Albuquerque, na abertura das Jornadas Parlamentares que os dois partidos levam a efeito no Caniço. Todos juntos, lado a lado, numa caminhada que é para durar a Legislatura, dizem. Uma promessa de unidade em ano que Albuquerque reconhece difícil em função da pandemia e das consequências daí resultantes.

"Da parte do Governo de coligação, tudo será feito para apoiar as famílias, as empresas e a empregabilidade, garantindo que a economia continue a funcionar e índices de rendimento que possibilitem às pessoas terem, na medida do possível, uma vida normal".

Albuquerque mostra preocupação em deixar a mensagem que "esta maioria resulta de dois partidos que acreditam na liberdade individual e de iniciativa, que inspiram confiança nas populações, com responsabilidade e que cumprem os seus compromissos. Uma maioria que tem de estar “coesa perante as adversidades” e que “não tem qualquer problema em assumir no Parlamento, na dialética política, a defesa das suas políticas e dos princípios em que acredita".

Ao contrário, acrescenta o líder do PSD-M já com "farpas bem direcionadas, e que anda para aí a tentar dar lições de democracia aos outros”. Uma clara direta para Paulo Cafôfo, líder do PS-Madeira, parti"um senhor que se diz democrata, mas que teve medo de ir ao Parlamento depor perante os deputados aquando da tragédia do Monte do que sábado tem o seu congresso regional que definirá o rumo de futuro a um ano das eleições autárquicas.

“Não prometemos o céu na terra porque pugnamos a nossa ação pela verdade, pela realidade e pela objetividade”, disse Albuquerque que deu enfoque às meididas preventivas da Covid-19 onde a situação na Madeira "resultou do facto de o nosso Governo ter antecipado a situação e ter tomado medidas a tempo, muitas delas impopulares, mas que se revelaram fundamentais para a contenção da pandemia e de focos de infeção ao nível regional”.

Mas Albuquerque diz que, mesmo assim, "vamos ter pela frente a maior vaga de demagogia e de populismo” a que alguma vez se assistiu na nossa sociedade. Esta esquerda que temos é uma esquerda que não tem compromisso, que não tem responsabilidade, que não tem nenhum sentido de serviço público e que quer apenas uma coisa: destruir aquilo que são as bases de confiança na nossa sociedade para, através de uma ação corrosiva, politicamente deliberada, tentar minar a nossa credibilidade e as nossas políticas, para tentar, de uma forma enviesada, chegar um dia ao poder".

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