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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque deixa "escapar": "Eu não preciso do CDS para viver"



Chega "estende a mão" ao PSD Madeira mas José Manuel Rodrigues responde dizendo "não será necessário recorrer a qualquer outra disponibilidade política [para além da do CDS]" para garantir uma "maioria absoluta".





O líder nacional do Chega, partido que aparece em terceiro lugar nas diferentes sondagens, vem agora estender a mão a Miguel Albuquerque se este precisar de votos para fazer maioria absoluta parlamentar na sequência das próximas eleições regionais. Ventura não só "estende a mão" e "pisca o olho" ao PSD Madeira como também faz pressão junto do CDS, como se sabe o parceiro da governação regional desde as últimas eleições em que o PSD perdeu votos e ficou a precisar dos centristas para poder governar na Madeira.

O Diário de Notícias de Lisboa publica, hoje, uma reportagem onde dá conta da abertura do Chega para negociar, se Albuquerque precisar nas regionais deste ano. Uma abertura que o líder do PSD-M não comenta diretamente, nem que sim nem que não, sabendo-se que Albuquerque nunca colocou de parte a possibilidade de um eventual entendimento pontual se houvesse uma situação de perda de votos que pusesse em causa a governação, cenário que, pelas sondagens, não está no horizonte, pelo menos a esta distância de 9, 10 meses das eleições. Mesmo assim, é preciso não fechar portas.

Mas sabe-se que Miguel Albuquerque não anda propriamente a pensar em acordos, além do que está estabelecido com o CDS. O presidente do Governo e do PSD-Madeira está convencido que ganha eleições sozinho e nem precisaria do CDS, só não rompe o acordo, como muitos quadros do partido aconselhariam, porque não quer dar a ideia que afinal alguma coisa correu mal para resultar nesta mudança, como de resto confessa nesta entrevista ao DN Lisboa. Como governou bem e o CDS não fez "ondas" porque também tira alguns dividendos, escapa ao crivo dos votos num momento difícil para ver o que vale na realidade, mas também ganha alguns cargos que ocupam os quadros mais importantes da estrutura regional.

Mas neste trabalho publicado hoje, Albuquerque deixa "escapar" um desabafo que é curioso: "Eu não preciso do CDS para viver". Assim, "seco". É isso que acha mesmo, dizem fontes do partido que têm presenciado reações de vitória antecipada que indicia uma dispensa da importância do CDS. Albuquerque pensa, tem quase a certeza, que o CDS, hoje, não tem a preponderância que teve em 2019, para os objetivos do PSD.

Quem faz o contraponto é José Manuel Rodrigues, que em 2019 foi o centrista que melhor negociou assumindo a presidência do Parlamento, que muitos defendem dever ser liderada por uma figura do PSD, mas que será cada vez mais difícil evitar a renovação do cargo para o CDS em função da forma como Rodrigues pegou na Assembleia e mexeu com a visibilidade do principal órgão da Autonomia, que anteriormente caia quase no esquecimento pela discrição excessiva dos antecessores.

Ao DN Lisboa, José Manuel Rodrigues disse acreditar que "não será necessário recorrer a

qualquer outra disponibilidade política [para além da do CDS]" para garantir uma "maioria absoluta", que a coligação PSD/CDS "não vai

precisar de outro partido para governar".

Resta aguardar pelas negociações concretas de uma coligação já acertada entre PSD e CDS. Só que a "sombra" de André Ventura vai andar à volta de Miguel Albuquerque e Rui Barreto.





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