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  • Henrique Correia

Albuquerque desafia presidente do Governo dos Açores para uma "frente comum das Regiões"


O objetivo, diz o presidente do Governo Madeirense "é estabelecer pontes de cooperação em áreas como a Economia, a Agricultura, as Pescas e o Turismo, mas também noutros sectores económicos.


Madeira e Açores têm, agora, governos liderados pelo PSD. E com isso, abrem-se novas possibilidades de parcerias e de defesa de projetos comuns, segundo Miguel Albuquerque, que hoje felicitou, simultaneamente, o seu companheiro de partido e indigitado presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro.

O líder do PSD-Açores vai fazer, a nível regional, o que António Costa fez no anterior governo nacional, vai assumir a formação do Governo mesmo sem ter ganho eleições, através de uma coligação e de acordos que garantem as condições de governabilidade.

No caso dos Açores, o PS venceu as eleições mas não conseguiu aliados que lhe permitisem governar. Assim, surge uma espécie de "geringonça" à direita, liderada pelo PSD e com o CDS e PPM incluídos, além dos acordos com o Chega e com a Iniciativa Liberal, que permitem maioria parlamentar de 29 deputados.

Face a este cenário, o Representante da República para os Açores indigitou Bolieiro como presidente do Governo Regional e convidou-o a formar governo, situação que, já hoje, levou o presidente do Governo Regional e líder do PSD Madeira, Miguel Albuquerque, a felicitar o presidente do PSD Açores reforçando "a importância da cooperação entre os dois governos em várias matérias de interesse comum aos dois arquipélagos".

Uma nota da Quinta Vigia dá conta de uma conversa telefónica entre os dois governantes, onde foi também abordada "a necessidade de assumir uma frente comum em defesa dos interesses das duas Regiões Autónomas, quer junto do Estado quer junto da União Europeia".

O objetivo, explica Miguel Albuquerque, "é estabelecer pontes de cooperação em áreas como a Economia, a Agricultura, as Pescas e o Turismo, mas também noutros sectores económicos. A troca de experiências na área do combate à pandemia foi outro assunto aflorado.

Nos próximos tempos, refere a mesma nota, "serão mantidas outras conversas, de modo a reforçar os laços entre os dois governos, sempre em prol dos interesses das populações daas duas Regiões Autónomas.

José Manuel Bolieiro já falou em novo paradigma de governação, em concertação com as outras forças políticas.

Esta solução de Governo, conforme o Representante da República dos Açores explicou, “tem em conta os resultados eleitorais” e “resultou clara das audiências realizadas e dos compromissos que os partidos políticos aí assumiram”, tendo em conta que “tanto os partidos da coligação, como os partidos que a apoiam na Assembleia Legislativa declararam que votariam sempre contra um eventual programa de governo apresentado pelo PS”.

“Abre-se desta forma uma nova fase na vida política dos Açores, com novos protagonistas e assente numa solução governativa que - alertou - exige diálogo permanente e um grande espírito de compromisso”, disse Pedro Catarino.

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