Albuquerque "desvaloriza" assistentes sociais na Política
- Henrique Correia

- 15 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Fátima Aveiro assumiu como um "recado" a si direcionado e reagiu estranhando declarações vindas de "quem em outros momentos elogiou publicamente a sua capacidade de trabalho.

“Os centros de decisão do Governo e das câmaras não precisam de assistentes sociais”. Esta declaração foi atribuída ao presidente do Governo e segundo refere o Diário foi amplamente ligada a "recado" à candidata eleita Fátima Aveiro, na lista do JPP ao Funchal, que em tempos integrou a governação do PSD precisamente na área social, foi presidente do Instituto de Segurança Social da Madeira.
Albuquerque, segundo o mesmo matutino, "criticou o populismo e a falta de liderança técnica nas autarquias", defendendo que “as câmaras e o Governo precisam de quem saiba decidir, planear e executar, e não de quem confunda política com assistência social”.
Esta declaração de Miguel Albuquerque, ainda que sem referência a destinatários, resultou de um posicionamento que nada tem a ver com a convivência democrática e com a integração das pessoas na ação política, designadamente no Poder Local, independentemente da sua área de formação. Não havia necessidade, nem Albuquerque precisava desta argumentação, no fundo com algum incómodo pela eleição de Fátima Aveiro.
Quem assumiu como mensagem com destinatário certo foi a própria Fátima Aveiro, que no Facebook considerou estas palavras "profundamente ofensivas e reveladoras de uma preocupante falta de respeito democrático. Trata-se de um ataque vil e inadmissível a uma classe profissional que exerce funções com competência, conhecimento técnico e experiência prática, reconhecida e valorizada pela sociedade. É como se um assistente social, comparado a um professor de educação física ou a um psicólogo, ou qualquer outro profissional, não tivesse dignidade nem capacidade para servir a comunidade ou até para se propor a eleições".
A nova vereadora do JPP estranha ainda estas declarações, vindas de "quem em outros momentos elogiou publicamente a sua capacidade de liderança e o trabalho desenvolvido na área social. Felizmente, quem decide é o povo, porque se fosse o Presidente do Governo, já sabemos com que critério seriam feitas essas escolhas".



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