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  • Henrique Correia

Albuquerque diz que "seria o cúmulo do masoquismo" não prorrogar regime do CINM


Assunto Centro Internacional de Negócios esteve na negociação de "alta política" que levou a uma trapalhada que segundo o líder do PSD-M até foi boa para a Madeira


Está em causa receita fiscal para a Região superior a 120 milhões de euros


"A não prorrogação do 4º regime do CINM seria o cúmulo do masoquismo", considera Miguel Albuquerque sobre um assunto que tem andado nas "bocas do mundo", designadamente nas recentes negociações no PSD, mais propriamente entre líderes, Rui Rio e Miguel Albuquerque, mas metendo pelo meio o PS, sobre a proposta do BE que chumbava a transferência de 487 milhões do Fundo de Resolução para o Novo Banco. Os deputados do PSD Madeira votaram primeiro contra, desalinhados com a bancada social democrata, e depois a favor na sequência de negociações de "alta política", como disse Albuquerque, assumindo a "trapalhada" protagonizada pelos seus deputados da Madeira. O líder do PSD-M prometeu revelar tudo mais tarde e disse que até foi bom para a Madeira isso ter acontecido. Ninguém vê como, mas certamente Albuquerque saberá o que dará tanto à Região que justificasse deixar Sara Madruga, sobretudo a deputada, numa exposição pública de grande fragilidade pessoal e política, uma vez que Paulo Neves ficou a ver e Sérgio Marques nem veio nem foi, ficou num lugar à "sombra", como convém nestes casos.

Aponta-se que a prorrogação do regime de incentivos fiscais depois de 31 de dezembro foi a "pedra de toque" para Albuquerque garantir que o PSD assume essa defesa a nivel nacional. Rio terá ameaçado a Madeira com esse tema, mas ninguém vai assumir isso.

Recentemente, sobre o CINM, Miguel Albuquerque disse estar em causa os interesses da Região, mas também os do país considerou que "seria o cúmulo do masoquismo o Estado Português não promover a prorrogação do 4º regime do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Numa altura em que a prorrogação se encontra autorizada pela própria Comissão Europeia, seria uma idiotia e o desprezar dos verdadeiros interesses, não só da Região, mas também do próprio país"

Miguel Albuquerque apontou ainda estar em causa receita fiscal para a Região superior a 120 milhões de euros – essencial para despesas na área da Educação, Saúde e outras –, assim como 6 mil postos de trabalho e 4 mil empresas".

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