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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque entre o "Chega para lá e o Chega para cá"; Jardim já disse: sou contra




Jardim: "O “chega” é mais uma peça desta partidocracia que é preciso destruir para restabelecer a Democracia".




O PSD, lá e cá, parece não querer nada com o Chega. Quem sabe, até ter que querer...


Miguel Albuquerque tem dito o que é politicamente correto dizer: se vai para as eleições regionais em coligação com o CDS, que tem governado a Madeira, tem aspirações de ganhar e nem vai equacionar, publicamente, a dúvida sobre a maioria absoluta. Para não dar o "braço a torcer" e para não ser deselegante com o CDS dizendo que vale mais no governo, com dois secretários regionais e algumas "colocações", do que o seu peso em votos.

O líder do PSD quer retribuir a lealdade centrista com esta coligação formal que vai a votos, inclusive oferecendo o segundo lugar na lista a Rui Barreto num sinal de que a coligação parece bem, mas no fundo sabe que é cada vez mais difícil ter uma maioria absoluta, mesmo que hoje seja mais fácil do que foi em 2019 onde historicamente a oposição, neste caso o PS, nunca esteve tão perto do poder e só "tropeçou" precisamente no CDS que andou anos a fio a pedir mudança ao povo e depois mudou ele próprio de posição, ainda que por coerência ideológica tenha feito a escolha mais próxima.

Mas a verdade é que para estas eleições regionais, não estando aparentemente em causa a vitória do PSD, também porque o PS não consegue "descolar" para aquela onda mobilizadora de mudança, pode ser insuficiente para a maioria absoluta, admitindo-se por culpa de previsíveis subidas do Chega, do JPP e da Iniciativa Liberal, sendo que uma eventual necessidade de negociação de Miguel Albuquerque, pós eleitoral, a avaliar pelo cenário hoje, estará no Chega e não no JPP, que para o PSD funciona como o adversário principal do momento em termos de combate político. E a Iniciativa Liberal já disse não querer nada com o PSD, com a coligação.

O Chega tem vários problemas que o tornam mais um partido de protesto do que de governo. Mas pode ter os votos que podem valer poder. Como vai Albuquerque sair desta se mesmo em coligação não conseguir a maioria absoluta? Acordo de incidência parlamentar? Acordos pontuais? E se o Chega quiser integrar o Governo? Pode acontecer este cenário. Estará o PSD Madeira disposto a governar com um partido, o CDS, que em votos pode valer pouco, não se sabe, e outro que é de protesto e se integrar um governo corre-se o risco de andar de cartazes em situações de Estado, de Região neste caso?

Miguel Albuquerque, um destes dias, disse que essa questão de coligação ou acordo com o Chega não se põe atendendo a que há uma coligação candidata "para ganhar". Um dia depois, foi mais claro sem fechar portas, um posicionamento estratégico até ver. Mas foi claro quanto aos princípios: "Toda a gente sabe que o PSD, aqui na Madeira, assentou sempre a sua orientação por ser popular, anti discriminação e pela mobilidade social dos cidadãos. Toda a gente sabe que o nosso partido sempre garantiu e garante a mobilidade social a todos os que participam na vida cívica e na vida política".

Mas quem falou clarinho mesmo, também porque pode, foi o antigo presidente do Governo Regional Alberto João Jardim, que no Twitter colocou-se frontalmente contra o Chega, posição que Albuquerque não quer ter neste momento porque pode precisar e manter o poder será porventura o objetivo.

Jardim escreve: "Sou opositor deste Sistema Político colonialista e medíocre. Logo, sou contra o “chega”, sua peça. Nas eleições PSD, disse a Montenegro que a única resposta, quando Lhe falassem do “chega”, era lembrar que se trata de um problema de Costa, seu criador. Criador para rebentar outros Partidos com propaganda da “sua” comunicação social (maçonaria), e usar a técnica do “inimigo principal”. O “chega” é mais uma peça desta partidocracia que é preciso destruir para restabelecer a Democracia.

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