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  • Henrique Correia

Albuquerque escreve na moção que não quer largar a mão do CDS


Diário revela alguns pormenores do texto que o líder do PSD Madeira vai levar ao Congresso. A coligação, para além de 2023, é para consolidar o PSD e defender os madeirenses. Quanto a ouvir o partido, promete que isso vai acontecer.



Albuquerque fala em sucesso da coligação, mas relativamente às nacionais PSD e CDS, juntos, mantiveram os 3 deputados do PSD quando concorreu sozinho.


De acordo com o publicado pelo Diário, relativamente à moção "Madeira Sempre" que Miguel Albuquerque vai levar ao Congresso do PSD Madeira, onde chega líder eleito nas diretas recentes, a coligação com o CDS é um dos pontos assentes para o presidente social democrata madeirense. Não especifica, pelo menos na peça publicada, se esse acordo pode vir a sofrer uma nuance naquilo que se prende com uma aliança pós eleitoral ou uma coligação nos atuais moldes, concorrendo em conjunto.

Mas parece quase certo que a moção defende esta solução que segundo Miguel Albuquerque deu certo nas diferentes eleições. Mais ou menos, futebolisticamente falando, em equipa que ganha não se mexe. Um objetivo, interno, é consolidar o PSD-M. Outro objetivo, externo, é a defesa dos interesses dos madeirenses, argumenta o líder.

Albuquerque promete debate interno mas já leva moção com o que quer para aquele que parece ser o seu último mandato na presidência do Governo Regional, ou seja para sair em 2027. O líder utiliza uma estratégia que tem sido a imagem de marca, decidir e depois ouvir, levando às reuniões dos respetivos órgãos factos consumados que apenas estão ali para ratificação. No Casino, a 5 e 6 de março, serão tratadas as linhas mestras para ym acordo à direita para derrotar a esquerda.

O presidente do PSD Madeira coloca os críticos internos em sentido, dizendo que é preciso ultrapassar rivalidades pessoais e políticas, por vezes muito antigas, direcionando as suas palavras sobretudo aqueles que defendem um acordo pós eleitoral ou mesmo aqueles que são apologistas de uma corrida a solo por parte do partido, mesmo que os indicadores vão no sentido de ser muito dificil uma maioria absoluta. Ou outros ainda, como Tranquada Gomes, que admite como importante não fechar a porta ao Chega uma situação que não será do agrado de Albuquerque.

Esta posição de Miguel Albuquerque, transposta para a moção, vai certamente abanar o partido. Poderá ter sido mesmo esse ponto que despertou o líder para esta decisão, sabendo-se que em vários momentos contrariou aquelas que são as opiniões de alguns dos seus mais diretos colaboradores. A diferença para Jardim, é que Jardim mandava e dizia que mandava, sem a democracia de uma certa cosmética atual, dizem fontes do partido que gostariam de saber, primeiro, o que vale o CDS, para ver o que pode valer a coligação.

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