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  • Henrique Correia

Albuquerque fala à "jota" para o PSD ouvir: quem fizer confusão, olho da rua

Líder social democrata diz que o partido vai coligado com o CDS em 2023 e avisa: "O partido deve estar unido e sem falsas estrelas, estrelas só no céu".




Miguel Albuquerque tirou este domingo para lançar um aviso interno muito sério ao PSD. Um aviso de colocar "tudo em sentido" e calado para não arriscar palavras a mais e porventura incómodas, criar confusão como diz o líder. Foi no encerramento do congresso da JSD-M que reelegeu Bruno Melim, que Albuquerque dirigiu palavras duras que não deixam duvidas: unidade, nada de confusões, há um objetivo superior a egos que é ganhar as legislativas regionais em 2023.

O líder deixou o "recado" aos jovens da JSD. No fundo, falou à "jota" para o partido ouvir. Agora, todos já sabem com o que contam. Quem não souber e fizer confusão, "olho da rua", que é como quem diz "porta fora". E confusão pode ser qualquer coisa que o líder interprete como confusão, como por exemplo a coligação, onde ficou, também hoje, clarificado: a atual coligação do Governo é para continuar nas legislstivas regionais".

Albuquerque disse que "o primeiro passo para a vitória é garantir a unidade do partido. O partido deve estar unido e sem falsas estrelas, estrelas só no céu, no partido são todos iguais. Toda a gente tem capacidade de se expressar, mas é decisivo, é fundamental perceber que em momentos cruciais é preciso ter unidade na ação e unidade na ação não é compatível com egos exacerbados. A partir de agora, quem fizer confusão vai para o olho da rua porque temos umas eleições para ganhar. Primeiro objetivo é unidade na ação, segundo é ganhar no quadro parlamentar e no quadro autárquico. A atual coligação de Governo é para continuar nas legislativas".

Já num texto publicado pelo partido, há declarações do líder lembrando as 5 vitórias consecutivas alcançadas desde 2019 e o facto do PSD/Madeira ter cumprido, neste período, todos os objetivos a que se tinha proposto, fez questão de garantir que não há política sem confiança – aliás, é por isso que o PS não ganha eleições – e que, nessa lógica, de modo a reforçar a credibilidade do Partido, uma das prioridades passa por cumprir o Programa de Governo na integra, até 2023. “O nosso Programa de Governo será cumprido mesmo com o esforço que vamos fazer ao disponibilizar um pacote suplementar de apoio para fazer face ao aumento do custo de vida e à guerra na Europa

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