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  • Henrique Correia

Albuquerque diz que falar com o CDS, sim; se o acordo é pré ou pós eleitoral logo se vê


"Vou à tomada de posse e vou pedir uma reunião com o primeiro-ministro para falar dos assuntos pendentes; a segunda semana de março será de levantamento de restrições da Covid-19".


É importante saber sair no momento certo e não quero ser jogado ou escorraçado do meu lugar.


Miguel Albuquerque clarificou, hoje, em entrevista à RTP Madeira, o que pretende fazer com o CDS e o que está plasmado na moção que vai apresentar ao Congresso do PSD Madeira, a 5 e 6 de março. O Diário, na posse do documento, interpretou o escrito da moção como estando certa a coligação para 2023, mas Albuquerque deixa claro o que já tinha afirmado há dias e que então já era um recuo relativamente ao que disse na noite eleitoral.

Na verdade, agora, o líder social democrata madeirense diz que que há um acordo de Governo e de Parlamento com o CDS e o diálogo para 2023 será também o CDS, mas depois "logo se vê se um acordo será pré ou pós eleitoral".

Fica assim claro que quer a moção, quer a intenção, será no sentido de falar com o CDS contra a esquerda. Mas uma coligação nos atuais moldes é para ver mais tarde. Albuquerque diz concretamente que "há um acordo com o CDS, escrito, que tem sido cumprido. A minha proposta é que o PSD deve liderar as forças reformistas. Estamos num quadro de bipolarização e o PSD deve liderar forças contra a esquerda e o diálogo com o CDS deve ser feito, com acordos pré ou pós eleitorais, depois vê-se". Não exclui acordos com outros partidos porque o objetivo é liderar um projeto contra a esquerda, mas para já não fala nos outros.

Nesta mesma entrevista, Albuquerque fala de António Costa e mostra-se disponível para o diálogo: "Vou lidar com toda a disponibilidade com o primeiro-ministro António Costa. Neste momento, tem uma maioria absoluta, vou à tomada de posse (passou para 10 de março devido à repetição das eleições para a emigração) e vou pedir uma reunião com o primeiro-ministro para falar dos assuntos pendentes. Não há qualquer problema. Essa ideia que um político deve ser muito bem comportadinho, é absurda. A função do líder do Governo Regional é defender a Região".

As próximas regionais representam, se ganhar, o seu último mandato. Diz a este propósito: "O meu compromisso é fazer o último mandato em 2023 se ganhar as eleições. Três mandatos acho que são suficientes. É importante saber sair no momento certo e não quero ser jogado ou escorraçado do meu lugar. E depois disso, também não quero armar-me em professor. Quando sair da liderança do Governo saio da liderança do partido. Tudo será feito de forma transparente, não quero o caos para quem vier a seguir a mim".

Sobre o PSD-M, sublinha O PSD-Madeira tem estado mobilizado e está renovado com quadros bem preparados. Fico satisfeito porque se os partidos não se renovarem podem acabar por se extinguir. Tivemos tempos muito difíceis com a crise de 2011 e com a pandemia. E o partido tem identidade e ganhou todas as eleições. Este mandato é para preparar o partido para as regionais de 2023. É preciso reforçar o apoio às famílias afetadas pela pandemia e fazer com que a Madeira aposte na economia digital, a única forma da Madeira reduzir as diferenças de escala.

Quanto à pandemia, Miguel Albuquerque diz que a Madeira vai aliviar as restrições. Mas não no final de fevereiro, como estava previsto, será pouco mais tarde, na segunda semana de março.




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