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  • Henrique Correia

Albuquerque garante ser compatível casas de luxo e casas para madeirenses


"Captação de investimento estrangeiro não é incompatível com a criação de soluções e oportunidades à aquisição de habitação para as famílias madeirense".






Não é novidade que a habitação constitui um dos maiores problemas da Madeira. Não sendo problema novo, tem sido uma das preocupações dos governos ao longo dos tempos, atendendo às necessidades de resposta aos casais jovens. Tal como ontem, também hoje.

Também não é novidade que o anúncio da estratégia do governo de Miguel Albuquerque de incentivar a habitação de luxo no centro do Funchal, provocou alguma apreensão junto dos madeirenses que precisam de casa. Se o centro é de luxo, para onde vão as casas dos madeirenses? Albuquerque explica que já periferia é que é e ao abrigo do PRR já apresentou vários projetos em vários concelhos.

Esta segunda-feira, o presidente do Governo sentiu necessidade de voltar a explicar, como que dando razão a quem tem dúvidas sobre medidas que precisam de muitas explicações. Mesmo assim, quando imaugurou as novas instalações da empresa do setor imobiliário, a Prediclub, Albuquerque garantiu que

"não há incompatibilidade a atração de residentes estrangeiros e a criação de habitação para as famílias madeirenses". Lembra que a Região "tem em curso programa para a construção de habitação de qualidade e a custos controlados. Paralelamente, o investimento estrangeiro no imobiliário movimenta a economia em todos os setores, fomentando emprego e rendimento às famílias".

A Madeira deve abrir-se ao mundo, "uma abertura que, no que diz respeito ao setor imobiliário, significa a atração de residentes e captação de investimento estrangeiro, realidade que vem acontecendo, e que tem contribuído para o seu crescimento, e que não é incompatível com a criação de soluções e oportunidades à aquisição de habitação para as famílias madeirenses de classe média e aos jovens casais em início de vida", refere um texto publicado nas plataformas do Governo.

O governante indicou que "o setor imobiliário, na Região Autónoma, está a crescer junto do mercado americano, estando a ser equacionadas nos próximos meses diligências junto dos mercados do Oriente".


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