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  • Henrique Correia

Albuquerque não gostou dos reparos de Rio à gestão do PSD Madeira e reagiu por mail

Documento discutido esta sexta-feira, no Conselho Nacional em Olhão, refere que "a redução do passivo só não foi maior porque foi registado um aumento do passivo na gestão corrente do PSD Madeira no valor de 360 mil euros referente à organização do evento Chão da Lagoa".



O PSD esteve esta noite em Olhão, no Conselho Nacional, para aprovar as contas do partido. Mas a polémica com o PSD-Madeira começou muito antes, segundo a Sábado. A forma como o relatório foi redigido e apresentado desagradou sobremaneira à estrutura liderada por Miguel Albuquerque, ao ponto de ser enviado ao secretário-geral José Silvano um mail dando conta, precisamente, do descontentamento do partido na Região. Tudo porque o texto dá a entender que a regularização das contas na região foi feita "por pressão de Lisboa", afirmando que a mesma foi "fruto do empenho da sede nacional junto de vários bancos".

A SÁBADO remete para uma fonte ligada ao PSD Madeira dizendo que "somos autónomos e nós é que quisemos controlar as contas", assegura a mesma fonte, explicando que o saneamento financeiro se fez sobretudo através de uma renegociação da dívida junto da banca para a qual os madeirenses dizem não só não ter a ajuda de Rui Rio como até ter sofrido alguns entraves". A Revista publica uma reportagem onde refere uma reação de um dirigente social democrata madeirense: "Foi a Madeira que negociou com os bancos. Em Lisboa estiveram meses e meses para dar o aval à negociação...Nunca vi relatórios e contas com tantos qualificativos. No documento a que a sábado teve acesso, explica-se que "a redução do passivo só não foi maior porque foi registado um aumento do passivo na gestão corrente do PSD Madeira no valor de 360 mil euros referente à organização do evento Chão da Lagoa". E faz-se um aviso: "Este facto deve merecer uma profunda reflexão por parte da estrutura regional do partido".  A revista continua a remeter para fontes, agora um militante social democrata madeirense, para dizer que "a única estrutura que ganha eleições no partido é a que leva uma reprimenda da sede nacional". Na mesma reportagem, é avançado que este não foi o único reparo de Rio a Albuquerque, apontando a "ilegalidade que o PSD nacional considera existir no sistema de quotas usado na Madeira por este não estar de acordo com o regulamento financeiro do PSD nacional. Uma crítica que já tinha sido feita por Rio durante as diretas para a liderança do partido e que a Madeira continua a refutar. "O regulamento de quotas foi aprovado pelos órgãos do PSD Madeira e é igual ao regulamento nacional. A única diferença é que as quotas são pagas numa conta do PSD Madeira e não numa conta nacional para depois serem entregues à Madeira", afirma um dirigente madeirense, que garante que "já não há pagamentos em dinheiro" e recusa a lógica de ter de esperar que Lisboa entregue as quotas pagas pelos madeirenses ao Funchal. "Temos autonomia", sublinha."

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