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  • Henrique Correia

Albuquerque "o mau da fita": "Ninguém vai andar de pistola atrás das pessoas."

Atualizado: há 3 dias



"Eu não posso voltar a fechar a Madeira! Não temos condições para fechar a nossa atividade económica. O que é fundamental é as pessoas cumprirem regras básicas de civismo, fazerem os testes e se vacinarem".




O presidente do Governo Regional está consciente que a coisa não correu bem quando entrou "a matar" com as medidas que buliam com os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, matéria da exclusiva competência da Assembleia da República. Arrepiou caminho e as medidas continuam a entrar em vigor sábado, 27 de novembro, mas agora muito mais como apelo/recomendação do que propriamente de obrigação.

A favor desse "pânico" causado na população, Miguel Albuquerque tem as 3 mil pessoas que foram à pressa vacinar-se pela primeira vez. Um número que o presidente aponta como que justificando a posse de competências alheias. O risco passou para o Tecnopolo, para o Centro de Vacinação, onde as filas de resistentes nem meio metro deixavam da distância que se exige, em qualquer lugar, a um maior e bem vacinado.

"De 19 a 23 de novembro, a Região vacinou 8.831 pessoas. Destas, 3.196 vacinas foram em primeira dose, ou seja, em pessoas que ainda não estavam vacinadas e que foram fazê-lo pela primeira vez", refere uma informação publicada na página do Governo no Facebook, aludindo a palavras do presidente.

A mesma nota faz referência que "os números foram hoje anunciados por Miguel Albuquerque, à margem da visita que fez, nesta manhã de quarta-feira, à empresa “Euromar”. O presidente do Governo Regional, questionado pelos jornalistas, considera que as medidas que anunciou estão a ter um efeito muito positivo. Apesar de eu ter sido o “mau-da-fita”, como sempre...As novas regras entram em vigor no sábado, mas ninguém vai andar de pistola atrás das pessoas...É fácil de perceber que se temos um estabelecimento, a única forma de garantirmos que esse estabelecimento não fecha, que nós não encerramos isto tudo, é realizar um teste antigénio, que é grátis (a Região paga), de modo a interrompermos as cadeias de infeção".

A informação aponta o que disse Miguel Albuquerque à margem da cerimónia pública. O presidente não compreende que as pessoas fiquem chateadas por terem de despender 10 minutos da sua vida, por semana, a fazer um teste!

"Não tem qualquer sentido! Eu não posso voltar a fechar a Madeira! Não temos condições para fechar a nossa atividade económica. Não temos condições nem há necessidade disso. O que é fundamental é as pessoas cumprirem regras básicas de civismo, fazerem os testes e se vacinarem".

Miguel Albuquerque diz que há já uma articulação com as grandes superfícies, com os centros comerciais e outros estabelecimentos de maior dimensão.

Quanto aos restaurantes e bares, diz pensar que «nenhum dono de restaurante ou de bar irá arriscar a deixar entrar num seu negócio quem não esteja vacinado e quem não faça teste", aponta o mesmo texto do gabinete de comunicação do Governo e que foi a base para este trabalho.



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