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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque passa a "gestão" a mostrar obra para "memória futura"



Presidente demissionário acentua publicações na sua página lembrando várias obras e com duas linhas comuns de mensagens: "O que prometi, cumpri" e "os meus governos fizeram






Não se esqueçam a obra feita. Parece ser esta a estratégia do presidente do Governo em fase de exercício de gestão governativa. Mas não nas plataformas do Governo, opta por fazê-lo na sua página pessoal do Facebook, onde acentuou as publicações que já fazia antes, num procedimento que virado para o que podemos chamar de "memória futura". Está de saída depois de se ver constituído arguido num processo de suspeitas de corrupção, mas antes de sair quer deixar claro o que fez os seus governos.

Albuquerque está de saída, só não se sabe quando sai mesmo, depende do período que ficará em gestão conforme for decidido pelo Representante da República depois de ouvidos os partidos.

No essencial, pretende deixar uma mensagem: "Cumpri o que prometi".

Nos últimos dias, o ainda presidente, mas de um Governo de gestão, falou da via-expresso entre São Vicente e a Boaventura. "Quando cheguei ao Governo, uma das minhas primeiras decisões foi retomar a construção desta estrada. Suspensa, como várias outras, por decisão forasteira, na sequência do PAEF.

Fi-lo com a consciência de quem vive na costa norte tem direito às mesmas condições de desenvolvimento e de segurança do quem vive a sul. Porque era urgente colocar termo à verdadeira aventura que, sobretudo nos dias mais chuvosos, era circular pela ligação entre São Vicente e a Ponta Delgada e entre esta freguesia e a da Boaventura. Pedras, derrocadas…. Algumas das quais a provocarem grandes danos e mesmo vítimas"...Uma obra concluída em novembro de 2017 e que custou 87 milhões de euros. Sem contar com os 30 milhões do túnel de São Vicente, integrado na mesma via expresso e que faz o investimento subir até quase aos 120 milhões de euros".

Albuquerque lembra, dando foco a outra obra: "Quando, em 2015, assumi a Presidência do Governo Regional, havia quem considerasse a Via Expresso entre a Fajã da Ovelha e a Ponta do Pargo uma obra impossível, que jamais ficaria concluída. O compromisso que assumi com a população da Ponta do Pargo foi integralmente cumprido a 2 de agosto de 2021.

Um destes dias, foi até à Quinta do Monte, onde está a ser construído o Museu do Romantismo da Madeira. "Trata-se de uma obra diferente, que permitirá aos madeirenses e aos visitantes terem contacto com a Madeira romântica do século XIX, do nosso nascimento enquanto destino turístico de eleição e ainda um conhecimento mais próximo dos viajantes ilustres que por aqui passaram. É um legado para o futuro que “mostrará” o passado.

É uma obra que tem ainda o mérito de dar nova vida a uma das mais belas e emblemáticas quintas madeirenses, onde o Imperador Carlos de Áustria e Hungria fez residência, aquando do seu exílio a partir de 1921 e onde, aliás, acabaria por falecer, em 1922. Antes, em 1901 já tinha recebido a visita dos reis de Portugal, D. Carlos e D. Maria Amélia.

Os trabalhos, orçados em 3,8 milhões de euros, incluindo verbas do FEDER, estão em fase acelerada e incluem também a recuperação dos exteriores da quinta que é propriedade da Região e que foi seriamente atingida, em 2016, pelos incêndios de má memória que assolaram o Funchal.

"E estou certo de que quem não acreditava passou a acreditar que, com os meus Governos, os compromissos são cumpridos".

Falou, ainda, do subsidio de mobilidade para o Porto Santo: "A dupla insularidade do Porto Santo não pode ser desconsiderada no seu desenvolvimento económico e social, pelo que a questão da mobilidade física assume especial importância.

E, por assim ser, os meus Governos concretizaram em 2016 o subsídio social de mobilidade no transporte aéreo e marítimo entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo e, desde então, têm vindo a aprofundar e a alargar as condições da sua atribuição.



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