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  • Henrique Correia

Alta tensão no PS-Madeira: "Na vida (como na política) os princípios não são um pormenor"

Carlos Pereira: "Convidar autoridades para cerimónias oficiais e não lhes dar a palavra não é apenas défice de democracia é ofensivo"


"A história do PS-M também está marcada pelo repúdio do autoritarismo fácil e sobranceiro de quem tem o poder".


Carlos Pereira, antigo líder do PS-Madeira e atual deputado socialista na Assembleia da República, protagonizou este domingo uma tomada de posição crítica relativamente à decisão da Câmara do Funchal, liderada por Miguel Gouveia, o sucessor de Cafôfo à frente dos destinos da Autarquia funchalense, no que toca à sessão solene do Dia do Concelho e ao facto do representante do Governo não ter feito a esperada intervenção. Como diz o povo, "estalou" o verniz e no mínimo deixou no ar um incómodo para a liderança de Cafôfo face à atitude da Câmara e do seu ex-braço direito na gestão autárquica. Não é que uma posição destas esteja desprovida de sentido, representando a opinião livre de um deputado socialista sobre uma Câmara de incidência socialista. Mas a verdade é que não é muito comum na dialética político-partidária, além de expressar um alerta, de um homem da casa, do PS-M, perante os que vêm de fora e estão hoje na composição do partido e na liderança. É bom que haja "poder de encaixe".

"Na vida ( mas também na política) os princípios não são um pormenor", começou por escrever Carlos Pereira. Foi duro do ponto de vista da mensagem, sem filtros, sem panos quentes, com tudo o que as palavras querem dizer: "A história do PS-M está marcada pela luta pelo aprofundamento da  democracia, pela exigência do debate, pelo exercício pleno do escrutínio mas também pelo repúdio do autoritarismo fácil e sobranceiro de quem tem o poder . São ingredientes incontornáveis para uma vivência democrática sã e  civilizada. 

Mas mais ainda. Aqueles que se juntam a nós, que lutam connosco e que decidem fazer um caminho conjunto exige-se consciência política e, sobretudo, fazer um esforço para integrar princípios que o PS-M jamais pode prescindir".

E termina lembrando que "convidar autoridades para cerimónias oficiais e não lhes dar a palavra não é apenas défice de democracia é ofensivo".

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