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  • Henrique Correia

ANA admite revogar licença da Groundforce na Madeira e em Faro


Em causa uma dívida de 13 milhões de euros em taxas de ocupação.




A ANA-Aeroportos admite revogar o contrato com a Groundforce nos aeroportos da Madeira e de Faro. Em causa estão dívidas de 13 milhões de euros em taxas de ocupação. A carta já está na posse da Groundforce e a ANA aguarda resposta.

A greve da empresa de handling tem provocado enormes constrangimentos nos aeroportos nacionais, sendo que o presidente do Governo Regional já fez sentir ao Governo da República a necessidade de intervir nos serviços mínimos, num momento importante de retoma turística na Madeira, que não pode ser prejudicado pela paralisação.

"Num período de férias, de regressos a casa, de retoma de atividade, permitir que uma empresa de handling – que é quem faz todo o apoio ao nível das malas, das escadas dos aviões, da deslocação dos aviões na placa – possa fazer greve sem exigir serviços mínimos é, convenhamos, um desleixo muito grande por parte do Governo da República", disse Albuquerque.

A Renascença adianta que "a Groundforce ocupa espaços de domínio público aeroportuário pelos quais são devidas taxas conforme legislação em vigor. A ocupação destes espaços está sujeita a licença. Devido ao não pagamento desde março de 2020, e após esgotadas todas as vias para recebimento dos valores em dívida em todos aeroportos da rede ANA, superiores a 13 milhões de euros, a ANA vê-se obrigada a tomar medidas legalmente previstas, com vista à regularização da situação".

A Groundforce soma mais de 30 milhões em dívidas.

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