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  • Henrique Correia

Andando e vendo as "diferenças a olho nú"

O presidente da Câmara do Funchal anda pela cidade mas era bom haver uma conjugação de esforços, de todas as entidades, para ir resolvendo as assimetrias. Resolver é mais difícil do que identificar

"Vista da cidade desde Santa Maria Maior a revelar diferenças a olho nú", escreveu Miguel Gouveia



O presidente da Câmara do Funchal, não importa se no meio disto há já um pensamento nas eleições autárquicas de 2021, é possível que haja, da maneira que as coisas estão convém começar cedo a preparar terreno, foi sábado à freguesia de Santa Maria Maior no âmbito de várias iniciativas que tem levado a efeito nos últimos dias.

Miguel Gouveia contactou comerciantes, ouviu queixas dos munícipes, por exemplo sobre danos provocados pela rede pública de água potável, ouviu sugestões sobre acessibilidades, abordou questões de urbanismo, enalteceu o trabalho de recolha seletiva de lixo e publicou uma imagem da cidade, desde Santa Maria Maior, dizendo que essa mesma vista revela "diferenças a olho nú", julgo que pelo facto de num primeiro plano aparecer um espaço coberto de zinco, sem sabermos se é ou não habitação, numa combinação com casas de outro calibre, bem mais elevado, talvez expressando as assimetrias da cidade, que como sabe o presidente da Câmara, não se ficam por aqui.

O autarca escreveu que "a manhã deste sábado foi passada na freguesia de Santa Maria Maior,  percorrendo-a desde o mar à serra, indo ao encontro dos funchalenses. É de proximidade que vive um autarca e é importante não só ouvir os munícipes e dar a conhecer o nosso trabalho, mas também aceitar humildemente as críticas construtivas e procurar, em conjunto, encontrar soluções e formas de melhorar a qualidade de vida da nossa comunidade. É um orgulho ter a cidade do Funchal como gabinete a céu aberto".

Face a este diagnóstico feito, talvez não fosse má ideia a existência de uma sinergia, envolvendo entidades locais e regionais, no sentido de ir resolvendo estas assimetrias da cidade, mas também de outras cidades. É bom identificar, mas melhor será resolver, ir resolvendo, não será possível tudo de uma vez, mas estes é que são, também, verdadeiros problemas da cidade.

É verdade que falar em sinergias quando estamos a um ano de eleições é difícil, mas ainda assim não custa nada tentar exigir das entidades que façam o seu trabalho, de ir ao terreno e mandar resolver. O que não está no âmbito das suas competências, está na competência de alguém.

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