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  • Henrique Correia

"Antes tínhamos credores à porta, hoje temos investidores e Bancos"

Filipe Sousa diz que "a herança resumiu-se a uma dívida descomunal, que ainda nos custa dois milhões por ano.



Foi assim que o presidente da Câmara de Santa Cruz marcou o seu ponto de ordem de domingo direcionado para os munícipes. Os credores por via da "herança" do PSD, os investidores e as instituições bancárias pela confiança que o JPP trouxe à gestão da Autarquia, segundo Filipe Sousa. "Este é o capital de confiança que criámos e que vamos deixar".

O autarca escreve, no Facebook, que "qualquer pessoa que venha a seguir tem condições para continuar e desenvolver um trabalho sério e responsável. Assim o queira e assim queira a população confiar nos que recuperaram e não nos que deixaram este concelho na bancarrota".

Filipe Sousa diz que "a herança resumiu-se a uma dívida descomunal, que ainda nos custa dois milhões por ano e que ainda condiciona as finanças municipais e a vida de quem aqui vive. Deixaram também um concelho estagnado em termos de investimento, com atrasos infraestruturais graves no saneamento e rede de água potável, em relação aos quais ainda hoje têm a lata de fazer exigências, como se tivéssemos sido nós, em apenas nove anos, os responsáveis por anos de incúria, desmazelo, irresponsabilidade e outros crimes contra esta terra e esta população. Não, não fomos. O que temos vindo a fazer desde 2013 é precisamente o contrário dos nossos antecessores e dos que agora se apresentam como solução, mas que foram o problema durante demasiado tempo.

"Estamos a preparar este Município para o futuro, com obras estruturantes e decisivas no combate às perdas de água, no saneamento básico, no redimensionamento das Estações Elevatórias e ETAR’s, na eficiência energética, na recuperação da rede viária e na requalificação urbana.

Em termos financeiros, a herança que vamos deixar também será outra, sem qualquer paralelo com aquela que recebemos e que ainda hoje estamos a pagar".

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