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  • Henrique Correia

Antigo vice de Jardim aborda "teimosia da época" e "negligência" da atualidade


Campos de ténis, de padel e de golfe ao abandono no Porto Santo: "É só negligência?"




Miguel de Sousa foi vice de Jardim e vice do Parlamento, social democrata dos "ferrenhos", com uma forma muito própria de estar, com o "coração ao pé da boca" e a boca a "fugir" para guerras "compradas" com jornais quando as coisas não eram do agrado. Depois, foi dos principais críticos de Jardim, essa tensão atingiu momentos pouco agradáveis wm função do passado dos dois, mas em política é mesmo assim, tem dias, tem horas e tem "picos" de popularidade. Esse não era propriamente o "pico" de Jardim, há estava ba curva descendente de poder.

Há dias, num escrito publicado no Diário, nas cartas do leitor, que não a crónica habitual no âmbito do bom relacionamento que mantém há anos com o matutino, tirando épocas passadas de relações mais azedas, Miguel Sousa fala sobre os campos de ténis e de padel do Porto Santo, mas também sobre o campo de golfe. E de uma assentada, "mata dois coelhos" como diz o povo, um direcionado para governos de Jardim com Cunha e Silva a vice presidente, outro para Albuquerque e uma certa "anarquia" reinante sobre quem manda no golfe em degradação.

Escrecmve Miguel Sousa que a degradação desses campos é "absurda" w deve ser alvo se uma solução para recuperar e dar a devida utilização. Curiosa a observação sublinhando que "os erros técnicos iniciais, próprios da teimosia e prepotência da epoca", acabaram por ditar a situação atual, sendo bem vindos os 700 mil euros de investimento.

Aborda, também, o campo de golfe que "morre lentamente sem que ninguém pareça querer acudir. É o total abandono que se arrasta há dez anos...Não sei quem manda, no caso do campo de golfe, a gestão do campo é nula". Aponta benefícios de utilização e respetivas receitas, de locais, de madeirenses e de turistas. E deixa questões: "Então porquê o desprezo pelo golfe? Porque fizeram o campo? É só negligência?

Claro que neste momento, é mais fácil a Miguel Sousa abordar assuntos sensíveis de governação jardinista, de que fez o parte. E a verdade é que essa ligação não pode ser inibidora de exercício de opinião porque a vida política é assim mesmo. Mas sobretudo sabe do que fala e não obstante ter integrado essa fase de governação de "teimosia", é sempre importante estarmos atentos ao escreve precisamente por saber do que fala. Ajuda a compreender a História.


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