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  • Henrique Correia

Apoios às empresas são com recurso ao crédito, aponta o deputado Sérgio Gonçalves


Empresas optam até por não recorrer a essas linhas, porque, efetivamente, a materialização a fundo perdido só se dá passado um ano e meio"

O deputado socialista Sérgio Gonçalves disse hoje que os apoios do Governo às empresas "traduzem-se essencialmente em recurso a crédito", dando os exemplos das linhas de 100 milhões e de 20 milhões de euros.

Sérgio Gonçalves explicou que, em muitos casos, "as mesmas obrigam a avales pessoais dos próprios empresários, os quais, numa situação já muito complicada e sem receitas, "optam até por não recorrer a essas linhas, porque, efetivamente, a materialização a fundo perdido só se dá passado um ano e meio", sendo que, até lá, "não sabemos se os negócios poderão sobreviver".

O grupo parlamentar do Partido Socialista-Madeira defendeu, hoje, a urgência de atribuir, efetivamente, apoios às empresas e à manutenção dos postos de trabalho.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã, os socialistas mostraram a sua apreensão em relação à situação que se vive no Reino Unido e que forçou o encerramento das ligações aéreas com este que é um dos principais mercados emissores de turistas para a Madeira e que era o que mais estaria a contribuir para a pequena retoma a que íamos assistindo agora no período de Natal e fim de ano.

Esta situação «acaba por ser uma machadada muito grande no setor do turismo, que, como sabemos, representa mais de um quarto de toda a atividade económica aqui na Região Autónoma da Madeira», afirmou o deputado Sérgio Gonçalves, dando conta das dificuldades por que estão a passar as unidades hoteleiras e muitas empresas que dependem do setor (tais como as empresas marítimo-turísticas, a agências de viagens, entre outras), as quais afirmam que, sem clientes, não poderão continuar de portas abertas.

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