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  • Foto do escritorHenrique Correia

As "dores" de Albuquerque para fazer a lista do PSD/CDS




As "dores" de Albuquerque serão talvez as maiores de sempre. E se não tiver a perspicácia das escolhas, pode acontecer que não fique bem com nenhum: nem com o PSD nem com o CDS.



Confesso que não percebi aquela necessidade de esclarecimento do líder do PSD Madeira relativamente ao facto de colocar os presidentes de câmara em fim de mandato em lugares elegíveis nas próximas regionais deste ano mas salvaguardando que só entram em 2025. Uma espécie de não notícia, uma vez que essa questão nunca esteve em cima da mesa. Vão na lista em lugar elegível, em 2023, porque se assim não fosse chegavam a 2025 e não tinham lugar garantido e não é isso que o PSD quer, o que o PSD-M quer é assegurar que Carlos Teles, Pedro Coelho, Ricardo Nascimento e José António Garcês sentam-se no Parlamento depois de saírem das respetivas Câmaras Municipais. Mas não quer que saiam antes, já chegam os problemas que terão para encontrar candidatos a substitutos à altura, sabendo-se que em matéria de Poder Local o carisma e a empatia contam muito para ganhar eleições

Agora, o problema é outro. O problema é mesmo fazer uma lista que em que de 24 já tira 6/7 com lugar "encomendado" (os presidentesde câmara mais uns 2/3 do CDS), mais a presença feminina, mais a JSD, mais os TSD e mais os "intocáveis do sistema", uns 6 para não exagerar, para mais e não para menos. Fica pouca margem para diversificar e Miguel Albuquerque sabe disso, reconhece as "dores de cabeça", que normalmente tem mas que este tem envolve dificuldades acrescidas, mesmo que se saiba que há dois anos para dar lugar a alguma clientela que "aguente" no Parlamento até à entrada dos autarcas em fim de mandato.

A circunstância de haver coligação retira margem de manobra a Albuquerque, uma vez que neste momento o CDS tem três deputados na Assembleia mas não se sabe se terá três candidatos na lista conjunta em lugar elegível, sendo que dois estarão certos nesse "seguro de vida política", casos de Rui Barreto, que vai em segundo lugar a seguir a Miguel Albuquerque, e José Manuel Rodrigues que não deve ir muito longe, faltando saber até que ponto Albuquerque estará sensível para satisfazer a máquina partidária optando por uma candidatura PSD à presidência da Assembleia ou prefere a estabilidade da coligação optando por José Manuel Rodrigues mesmo correndo os riscos de uma convulsão interna dos que defendem José Prada ou dos que não gostam de Prada e deitam mão do candidato que está mais ao "pé", no caso Cunha e Silva.

Por tudo isto, as "dores" de Albuquerque serão talvez as maiores de sempre. E se não tiver a perspicácia das escolhas, pode acontecer que não fique bem com nenhum: nem com o PSD nem com o CDS, se bem que os riscos de ficar mal internamente, no PSD, serão sempre os de maior dimensão, dado que será relativamente fácil satisfazer Rui Barreto. Mais difícil será satisfazer José Manuel Rodrigues, que é a "pedra no sapato" das estruturas "laranja".




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