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  • Henrique Correia

Assalto falha na "Fernão de Ornelas"; onde anda o policiamento de visibilidade?


É tempo de termos tempo para que a conjugação de esforços do Turismo não esbarre no contratempo da insegurança da cidade.




Já aqui referi a circunstância de ser cada vez menos visível a ação de policiamento das principais ruas do Funchal e sobretudo nos locais críticos, que toda a gente sabe quais e também a polícia, embora às vezes não pareça. A relembrar: a Praça do Carmo, a Rua Dr. Fernão de Ornelas, a zona da entrada do Anadia, o Mercado, a Avenida do Mar e a zona velha. Estes acima de tudo, mas há mais.

Hoje, o DN dá conta de uma tentativa de assalto, por esticão, na movimentada Rua Dr Fernão de Ornelas, em plena luz do dia, valendo na circunstância a ação de populares que impediram a concretização de tal "proeza". Sim, isto passou-se na nossa cidade por excelência, a vítima foi um turista, idoso, que necessitou de assistência numa farmácia. A polícia, segundo relata a informação, demorou 25 minutos a chegar, não obstante o edifício sede ficar a cinco minutos a pé desta rua. Mas acontece, por uma qualquer razão que certamente a polícia saberá explicar, embora essa explicação possa nunca chegar porque ao contrário do que acontece com qualquer estrutura policial do resto do País, a polícia na Madeira tem medo de falar como o "diabo da Cruz", como diz o povo. É histórico relativamente às estruturas policiais que atuam na Madeira, uma informação mínima, uma plataforma digital antiquada e ineficaz. Mas é o que é, o importante é que tivesse, como já teve, um policiamento de visibilidade, preventivo.

A polícia deve estar nas ruas, a população residente deve ver os agentes, os turistas também. A estrutura policial deve acompanhar o aumento repentino do fluxo turístico, verificado tanto através dos meios aéreos como dos meios marítimos, pelos cruzeiros, por vezes com 4, 5 ou 6 mil pessoas em trânsito pela cidade.

É bom para a Madeira, o turismo está a ultrapassar as expectativas, bom para a economia, bom para o comércio, mas a par do aumento de lugares nos aviões e a chegada de um turismo de massas à Madeira, é preciso que todas as estruturas de apoio acompanhem esta nova realidade. A segurança sempre foi uma questão a ter em conta, em condições normais. Por maioria de razão, neste enquadramento é preciso uma atenção redobrada e punir severamente quem põe em causa a segurança da cidade.

A polícia deve ser vista, deve atuar, deve falar sempre que é preciso e não só para dizer que a insegurança é uma impressão do povo porque as estatísticas dão menos casos. E nem sempre menos casos significam sentimento mais seguro. Como prova esta tentativa de assalto, que não conta para as estatisticas mas assusta as pessoas.

É tempo de termos tempo para que a conjugação de esforços do Turismo não esbarre no contratempo da insegurança da cidade.


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