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  • Henrique Correia

Assessor de comunicação social de Teófilo Cunha pede exoneração do cargo


Esta saída, segundo apurámos, tem a ver, também, com algum desencanto com os contornos da política de governação regional e certamente partidária.





Um despacho do secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, procede à exoneração do assessor de comunicação social António Jorge Pinto, a partir de 1 de setembro, referindo que foi o próprio quem solicitou a exoneração do

respetivo cargo, "por razões de ordem pessoal".

O despacho, ontem publicado, refere que

Teófilo "exonera o licenciado António Jorge Abreu Pinto do cargo de Técnico Especialista do Gabinete, para o qual foi nomeado através do Despacho n.º 341/2019, de 7 de novembro, publicado no Suplemento, do Jornal Oficial, II Série, n.º 188, com efeitos a partir de 1 de

setembro de 2022".

Esta saída de António Jorge Pinto, que vai retomar a sua condição de jornalista, reavendo a carteira profissional entretanto suspensa para o exercício do cargo de assessoria, surge meses depois da ocorrência de uma tensão política nos órgãos locais em São Gonçalo, onde António Jorge Pinto, representando o CDS, em coligação com o PSD, deu o voto contrário ao parceiro de coligação aquando da discussão do orçamento, o que desde logo motivou reações internas, no PSD, considerando essa posição de falta de lealdade no contexto do acordo entre os dois partidos.

Na sequência desse "incidente" e desse incómodo causado junto da coligação, o CDS chegou a avançar com a hipótese dessa atitude de António Jorge Pinto ser passível de processo disciplinar, que entretanto nunca chegou a ser instaurado.

Esta saída, segundo apurámos, tem a ver, também, com algum desencanto com os contornos da política de governação regional e certamente partidária, sendo que o acordo entre os dois partidos implica um conjunto de alterações relativamente ao posicionamento partidário do CDS, que tem naturalmente as suas consequências internas.

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