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  • Henrique Correia

Assim vai a polémica obra da Ribeira de Santa Luzia


A obra não é pacífica mas vai andando






As obras de regularização da Ribeira de Santa Luzia estão a avançar como contempla o projeto e já é possível ver grande parte daquela que será a configuração final daquela intervenção do Governo que visa a segurança da cidade numa perspetiva do que aconteceu com o trágico temporal de fevereuro de 2010.

Os trabalhos não têm sudo pacíficos do ponto de vista da crítica, que aponta a utilização de demasiado betão e o desvirtuar do que foi o legado de Oudinot (brigadeiro de engenharia chamado à Região para deizar marcas na reconstrução depois da aluvião de 1803). Uma dessas vozes tem sido a de Danilo Matos, que foi mandatário da Coligação Confiança, mas que não tem poupado acusações, tanto ao Governo como à Câmara do Funchal, pelo facto de terem, segundo a sua opinião, destruído património que deveria ser preservado.

Há uns meses, Danilo Matos escreveu que o "troço da Ribeira de Santa Luzia, com 190 metros, estava classificado como Património de Interesse Regional; não podia, em circunstâncias nenhumas, ser destruído. É o que resta de uma herança já quase desaparecida que Reinaldo Oudinot nos deixou. Foi das primeira muralhadas a ser construída, depois da aluvião de 09 de outubro de 1803, sob a direcção pessoal do Mestre, que infelizmente morreu 3 anos depois de cá chegar para uma missão que salvou a cidade....Defendi sempre que pelo menos aquele troço fosse respeitado e pudesse ser perpetuado e transformado numa espécie de Memorial aos milhares de cidadãos da ilha que durante 600 anos foram vítimas das condições adversas onde ousaram construir uma cidade, considerada como a primeira feita por europeus fora da Europa. Isto não é uma falácia, é uma honra, é um orgulho histórico....O crime está feito. A história não perdoa, leve o tempo que levar.

O que se fez às muralhas de pedra e cal das ribeiras da cidade vai ficar na história como um dos"


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