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  • Henrique Correia

Associação cívica critica posição da Direção Regional de Ambiente sobre as Ginjas


"Como pode esta “autoridade” decidir isenta e livre de qualquer influencia e ónus se está dependente hierarquicamente do governo?"




A Associação Cívica para a Defesa e Proteção da Floresta Laurissilva veio a público criticar o parecer favorável da Direção Regional de Ambiente e Alterações Climáticas sobre a asfaltagem da Estrada das Ginjas. "Como pode esta “autoridade” decidir isenta e livre de qualquer influencia e ónus se está dependente hierarquicamente do governo que é promotor da obra de asfaltamento do Caminho das Ginjas. Que credibilidade e insuspeição esta declaração tem?"

Refere a associação que "esta insidiosa e pérfida declaração de impacto ambiental, subscrita pela Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, investida de poderes de “autoridade”, reflete a submissão e a falta de independência em relação a hierarquia governamental".

Da UNESCO só é publicamente conhecida a sua posição de desacordo e as suas sugestões de não intervenção. Não atribuem qualquer mérito e justificação ao projeto do governo regional.

Da revisão técnica do consultor da UNESCO a IUCN International Union for Conservation of Nature, emitido a 11 de março de 2021, é público o seguinte:

“UICN considera que a remoção planeada de mais de 1ha de flora, incluindo plantas que contribuem para a classificação da Floresta Laurissilva como Património da Humanidade, sem apresentar um benefício global positivo para a sua conservação e para a sua proteção e gestão, não é justificada nem adequada. Tal intervenção deve ser evitada.”

“A UICN observa que, embora as espécies invasoras possam já ter impactado áreas adjacentes à estrada existente, isto não significa que a pavimentação da estrada causaria apenas impactos negligenciáveis.”

“O aumento das visitas resultante da melhoria da estrada proposta e das infraestruturas associadas, tais como miradouros ou o próprio centro de interpretação, também devem ser considerados como constituindo um potencial aumento de ameaças, por exemplo, um risco maior de propagação de espécies invasoras e uma maior pressão sobre os trilhos existentes para caminhadas.”



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