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  • Henrique Correia

Associação de Futebol termina ano em ilegalidade


António Abreu faz parte, em simultâneo, dos órgãos sociais da Associação e do CD Nacional



2021, que está a terminar, fica na História do Desporto da Madeira também como o ano em que o presidente da Associação de Futebol da Madeira (AFM), no caso Rui Marote, foi obrigado a abandonar o cargo pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), dando razão a um protesto da candidatura de Elmano Santos - que perdera as eleições em Dezembro de 2020. Entretanto, o Tribunal Central Administrativo anulou a decisão do TAD ao referir que Marote poderia ter sido candidato - neste momento, porém, é António Temtem quem exerce a presidência.

Mas a ilegalidade reinante na Associação de Futebol da Madeira tem outra vertente, nomeadamente com a presença de António Abreu nos Órgãos Sociais, o que já vem de trás, tendo sido reeleito há um ano. Isto porque António Abreu mantém-se, igualmente, nos Corpos Sociais do CD Nacional, tendo também sido reeleito nas eleições acontecidas em junho - é Vice-presidente de Comunicação e Marketing.

Ora os Estatutos da AFM são bem claros no seu Artigo 12º, onde, sobre 'O mandato dos titulares dos Órgãos Sociais', na Alínea 3 é referido: "A ninguém é lícito exercer simultaneamente cargos em diferentes Órgãos da AFM ou acumular com cargos em Órgãos de Clubes ou quaisquer organizações nacionais diretamente relacionadas com o futebol'.

Como acima se escreve, António Abreu é Vice-presidente do CD Nacional e Vogal no Conselho Fiscal da AFM, logo...

Está bem clara mas esta é uma situação que já acontece há vários anos e da qual, certamente, o respetivo titular não terá culpa.

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