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  • Henrique Correia

Associação de Rádios em "guerra aberta" com o Sindicato dos Jornalistas



"Quando o presidente do sindicato da delegação regional da madeira alega precariedade no jornalismo, relembramos que o contrato colectivo de trabalho da classe está tão obsoleto que a

um jornalista de primeiro grupo, está atribuído um valor inferior ao salário mínimo"




A Associação de Rádios (ARIC) emitiu hoje um comunicado criticando declarações do presidente do Sindicato dos Jornalistas, na Madeira, numa audição parlamentar, a propósito da situação relacionada com a comunicação social e as Rádios na Região.

Refere a ARIC que "ao afirmar que as rádios na Madeira estão mortas, evidencia um total desconhecimento da forma como as rádios madeirenses funcionam, apresentando o ponto de vista do jornalista

profissional que é e ignorando que a rádio engloba vários outros profissionais.

Quando afirma que as rádios são deploráveis, embora seja uma opinião pessoal de alguém que preside a um órgão institucional, fere os jornalistas e radialistas. É com muito esforço e

dedicação que as direções das rádios tentam diariamente manter vivas as emissoras e com estas, os postos de trabalho. De resto, os últimos estudos revelam que as rádios são, em tempos

de pandemia, o meio de comunicação mais confiável".

O comunicado acentua que "as Rádios têm dificuldades? Claro que têm, mas daí até serem consideradas mortas vai um passo de gigante. E do que estamos a falar quando nos referimos às Rádios da

Madeira? Numa primeira abordagem na Região Autónoma da Madeira o universo das rádios está ligado à vida de pessoas. Ou seja, estamos a falar em cerca de 90 profissionais dos quais se contam 23 Jornalistas".

A ARIC mostra-se descontente com as posições de António Macedo e faz observações: "Quando o presidente do sindicato da delegação regional da madeira alega precariedade no jornalismo, relembramos que o contrato colectivo de trabalho da classe está tão obsoleto que a

um jornalista de primeiro grupo, está atribuído um valor inferior ao salário mínimo. E não deveria ser papel do sindicato procurar alterar esta situação?

Quem pensa que a lei da Rádio em vigor ainda é a de 2001, é natural que esteja

equivocado e completamente desfasado da realidade do sector".

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