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  • Henrique Correia

Atrasos nos exames de código e de condução fazem desesperar escolas e alunos

Alunos universitários são os mais afetados e muitos adiam código para o Natal

Tirar carta de condução, hoje, na Madeira, tornou-se um verdadeiro "calvário" para alunos e para as próprias escolas de condução. Além da procura, a marcação dos exames tem sido um sério problema, nunca menos de um mês e muitas vezes ultrapassa esse prazo. Um transtorno para os alunos, sobretudo jovens que acabam de entrar no ensino superior e que são forçados a adiar o exame para o Natal, na melhor das hipóteses.

Sendo uma atividade na dependência da secretaria regional da Economia, através da Direção Regional dos Transportes Terrestres, os exames também são marcados por este organismo público, sendo que as medidas de prevenção para a Covid-19 obrigaram a alguns ajustamentos, também nesta área, com reflexos nos exames, sobretudo o de código, onde o número de examinandos é, obrigatoriamente, inferior ao que seria normal, criando desde logo constrangimentos de alinhamento para salas, número máximo recomendado de pessoas e respetiva disponibilidade de horários para a realização desses exames.

Acontece que para a condução também não está melhor, designadamente na compatibilização de prazos com os compromissos dos estudantes universitários madeirenses deslocados em estabelecimentos do continente.

A pandemia, claro está, não ajudou, uma vez que depois de meses de inatividade, houve necessidade de juntar os novos candidatos aos que interromperam a aprendizagem de forma inesperada e tentam, agora, recuperar tempo. E é dentro deste novo "normal" que a vida, também neste setor, deve ser avaliada e adaptada, sendo que no caso do código há uma qyebra da cadência de estudo e de memorização que exige, posteriormente, uma necessária reposição ao nível da aprendizagem. Um contratempo, com o qual os jovens há estão a lidar.

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