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  • Henrique Correia

Audiência de Estado no Palácio de São Lourenço; Marcelo vai à Quinta Vigia


Não é certo que a decisão de Marcelo seja pela saída de Ireneu Barreto de Representante da República



Já lá vão os tempos de relações tensas entre Miguel Albuquerque e Marcelo Rebelo de Sousa


A deslocação do Presidente da República à Madeira, na próxima sexta-feira, 5 de março, num contexto de final de mandato e a poucos dias da tomada de posse para mais cinco anos de Marcelo em Belém, ainda não tem agenda oficial.

Mesmo assim, o que foi possível apurar aponta para que a presença do Chefe de Estado na Madeira seja dividida entre o Palácio de São Lourenço, que é uma espécie de "casa" do Presidente na Madeira, e a Quinta Vigia, onde Marcelo irá estar para contactos com Miguel Albuquerque e com a presença de algumas entidades.

Mas será o Palácio de São Lourenço a acolher a reunião mais abrangente, aquela onde além do Presidente da República e do Representante da República, Ireneu Barreto, estarão presentes o presidente da Assembleia Legislativa Regional, José Manuel Rodrigues, e o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

Ainda que se desconheça, em concreto, os assuntos em cima da mesa, a verdade é que, além do momento que marca o final de mandato, existe a questão Representante da República, uma vez que cabe ao Chefe de Estado a decisão sobre se reconduz Ireneu Barreto, se nomeia outro nome para o cargo. Poderá acontecer que Marcelo divulgue a sua decisão nesta deslocação à Região.

Apesar de algumas informações vindas a público, no sentido de dar como garantida a saída de Ireneu Barreto, a verdade é que apesar da decisão já estar tomada e ser logicamente do conhecimento de Marcelo e de Ireneu, não é certo que seja a saída do atual responsável a decisão do Presidente. Será certamente um tema a despertar interesse político.

Outro dos assuntos de natural abordagem deverá incidir sobre a pandemia, o estado de emergência e a evolução dos indicadores na Região e no contexto nacional e internacional, uma vez que sendo a Madeira uma região turística, depende, em muito, da evolução da situação no exterior.

A deslocação à Quinta Vigia surge num contexto muito mais pacífico das relações entre Albuquerque e o Marcelo Rebelo de Sousa, que no período que antecedeu as eleições, estiveram muito tensas, andaram mesmo pelo risco que ultrapassa as divergências, não obstante pertencerem ao mesmo partido, como se sabe ao PSD.

Hoje, depois de reeleito, tudo está diferente entre a Região e Marcelo. Certamente que esta reunião, na Quinta Vigia, pode ser o prenúncio de um segundo mandato mais de feição, relativamente ao exercício da magistratura de influência acerca dos assuntos da Região com o Governo da República.

Entretanto, antes de rumar à Madeira, Marcelo jantou hoje com o presidente da Assembleia da República e amanhã, quinta-feira, a convite do Primeiro-Ministro, António Costa, preside ao último Conselho de Ministros realizado durante o seu primeiro mandato, dedicado exclusivamente ao tema das Florestas. Em Monsanto.

Marcelo toma posse a 9 de março, numa cerimónia com apenas 50 convidados, devido às restrições impostas pela pandemia e esta vinda à Madeira antecede uma deslocação aos Açores.



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