top of page
Buscar
  • Foto do escritorHenrique Correia

Barreto aproveita os Açores para "alertar" a Madeira "a única com estabilidade"



"Que nunca nos esqueçamos de quem, irresponsavelmente, colocando os seus interesses partidários à frente dos interesses colectivos, conduz sociedades inteiras a caminhos, no mínimo, perigosos".




O CDS funcionou e ainda funciona como o "fiel da balança" no Governo liderado por Miguel Albuquerque, que no fundo tem a maioria absoluta presa por um voto, que pode ser do PAN ou do CDS. A diferença, relativamente a 2019, é que o PSD-M respeita o acordo de coligação, mas está cada vez mais convencido que o CDS não é uma mais-valia. E Rui Barreto, o líder centrista e secretário regional da Economia, sabe disso e tem andado numa "roda viva" para recordar os que têm memória seletiva que os interesses e a estabilidade da Madeira são mais importantes do que os interesses partidários. Disse-o no debate do programa de governo, com a crise nacional, voltou a dizê-lo agora com a crise nos Açores, onde o acordo rompeu.

Na sua página do Facebook, Rui Barreto fez questão de reafirmar, parece que está a ver qualquer perigo de sobrevivência da coligação na Madeira e pretende chamar a atenção como que dizendo: é isto que pretendem? Pois bem, Barreto escreve sempre comum "aviso à navegação", a quem está no leme e vem chamando a si, ao PSD melhor dizendo, as vitórias consecutivas, desde 2019, algumas com o CDS como parceiro. Não demorou este novo alerta de Barreto: "Hoje, a única parcela do país que vive momentos de estabilidade política é a Madeira. Que assim continue, longe da irresponsabilidade de partidos sem qualquer tipo de cultura política".

O líder centrista e governante lembra que "à instabilidade no continente, junta-se agora a instabilidade nos Açores, onde um governo que governou bem foi agora traído, no seu último orçamento, por um Chega que não tem cultura democrática mas, sobretudo, por uma Iniciativa Liberal que, talvez para abafar a crise interna em que vive (recorde-se que 25 membros da Comissão Política Nacional, alguns históricos, acabam de anunciar a sua saída do partido), não hesitou em dar a mão aos socialistas, procurando impedir o Governo de concluir o seu mandato, como é vontade do povo açoriano. Hoje, a única parcela do país que vive momentos de estabilidade política é a Madeira. Que assim continue, longe da irresponsabilidade de partidos sem qualquer tipo de cultura política. Vivemos tempos perigosos no mundo. A incerteza sobre o amanhã, sobre a evolução económica, até sobre as nossas líberdades, é um facto. A irresponsabilidade política não ajuda. Pelo contrário, atrai riscos. Atrai populismos, dos mais variados. Atrai incerteza e com a incerteza vem a quebra da economia e com esta, a quebra do emprego e diminuição da riqueza criada e redistribuída. Que nunca nos esqueçamos de quem, irresponsavelmente, colocando os seus interesses partidários à frente dos interesses colectivos, conduz sociedades inteiras a caminhos, no mínimo, perigosos".




13 visualizações
bottom of page