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  • Foto do escritorHenrique Correia

Barreto "condiciona" Albuquerque ao defender coligação para 10 de março




Em entrevista ao JM, o lider centrista coloca esta possibilidade como uma quase obrigatoriedade quando afirma que se os partidos forem a eleições separadamente pode dar esta ideia: "em vez de darem um sinal de união, vão dar um sinal de desunião"




Foto GR


Rui Barreto, líder do CDS Madeira e secretário regional da Economia no governo de coligação com o PSD, agora a precisar do PAN para viabilizar a governação no Parlamento, adotou hoje, numa entrevista ao JM, uma estratégia de antecipação que de certo modo pode condicionar os planos de Miguel Albuquerque para as legislativas nacionais antecipadas para 10 de março de 2024. Barreto diz que não falou ainda com Albuquerque mas defende que PSD e CDS devem ir coligados na eleição para a Assembleia da República e que, por via disso, podem eleger 5 deputados (o PSD tem 4 e o CDS 0).

O lider centrista coloca esta possibilidade como uma quase obrigatoriedade quando afirma que se os partidos forem a eleições separadamente pode dar esta ideia: "em vez de darem um sinal de união, vão dar um sinal de desunião". Portanto, se Albuquerque não aceitar a coligação e preferir outro caminho, em separado, está a retirar união à coligação na Madeira. Um argumento que, a partir desta entrevista, será complicado desmontar se for para esta coligação ir até ao fim com estabilidade.

Barreto diz que pensa falar com Albuquerque por estes dias, sabendo-se que o líder do PSD, que também tem na comunicação social dita de referência um palco privilegiado, às vezes até à frente dos órgãos de partido, não ficará muito satisfeito de, neste caso específico, saber destas intenções através da comunicação social.

De fora da equação ficaria o PAN, que segundo Rui Barreto tem uma natureza de acordo diferente daquela que carateriza a coligação PSD/CDS.

Este avanço de Rui Barreto terá certamente a ver com a possibilidade de haver surpresas numa avaliação dos partidos em separado, sendo que nas nacionais o PSD não sentirá necessidade de recorrer a uma coligação com caraterísticas diferentes das que presidem ao acordo regional. E Barreto sabe disso, por isso mesmo coloca a questão do ponto de vista dos reflexos de imagem negativa na Região se os partidos concorrerem em separado nas legislativas nacionais.

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