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  • Henrique Correia

Barreto "explica" preços dos combustíveis: "Não há guerras grátis"



“Se o Governo da República adotasse a fórmula de cálculo do preço dos combustíveis da Região, teria poupado muito dinheiro aos contribuintes”.




O secretário regional da Economia tem estado no centro do debate à volta do aumento de preços dos combustíveis, uma vez que se trata de um setor que está sob sua tutela. Foram medidas e declarações, também elas ajustadas dia a dia conforme iam subindo os preços.

Primeiro, avançou com um reajustamento, ao que disse em consequência do Brexit, que fez baixar os preços no imediato. Depois, anunciou uma descida do ISP, o Imposto sobre Produtos Petrolíferos, no limite das competências da Região. Depois, como as consequências não foram imediatas - talvez por isso o primeiro-ministro disse que a solução não estava no ISP mas no IVA: "É o IVA que oscila em função das flutuação de preços, sendo a redução de ISP limitada pelo facto de o imposto ter um valor fixo. "É absolutamente indiferente para a receita de ISP se o preço sobe", disse Costa. Não baixando os preços em consequência da redução do ISP, Rui Barreto "contornou" pelas declarações dizendo que na Madeira os combustíveis são mais baratos do que no continente. A mesma verdade de que nos Açores são mais baratos do que na Madeira.

Mas o secretário não se ficou por aqui e tem mais uma explicação: os aumentos são "estilhaços" da guerra e hoje de manhã, no Parlamento, foi ainda mais claro: “Nós estamos do lado da Ucrânia. Não há guerras grátis. Há uma fatura de uma guerra, como a escalada dos combustíveis e dos cereais”.

Para Rui Barreto, “Se o Governo da República adotasse a fórmula de cálculo do preço dos combustíveis da Região, teria poupado muito dinheiro aos contribuintes”.


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