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  • Henrique Correia

Barreto não gosta da situação nacional do CDS mas diz que aqui o partido "está forte"


Amílcar Figueira empossado na liderança da concelhia de Câmara de Lobos.



O líder do CDS Madeira não gosta da situação em que se encontra o partido a nível nacional, que nas últimas legislativas perdeu a representação parlamentar e atravessa um período de transição para uma nova liderança.

Ontem, na tomada de posse de Amílcar Figueira como presidente da concelhia centrista de Câmara de Lobos, Rui Barreto disse, por contraponto com o que se passa no continente, que “o CDS a nível nacional está numa situação que nós não gostamos, mas aqui na Madeira nós devemos ter orgulho do caminho que percorremos. O CDS tem força na Madeira, tem representação em dez dos onze concelhos, tem 108 autarcas, tem a presidência de uma Câmara, governa em cinco juntas de freguesia, tem vereadores, tem um vereador no Funchal pela primeira vez no executivo, tem três deputados, dois secretários e tem o presidente da Assembleia e, portanto, nós temos razões mais do que suficientes para continuar a acreditar no CDS”.

Na posse da nova concelhia, não faltaram elogios a Amílcar Figueira, não obstante o partido ter perdido o vereador nas últimas autárquicas: “Tomara ao CDS que nós tivéssemos um Amílcar em cada concelho”, afirmou, para depois recordar o percurso de mais de 20 anos trilhado pelo dirigente e ex-vereador do CDS na Câmara Municipal de Câmara de Lobos".

Para Rui Barreto, a perda do vereador em Câmara de Lobos ficou a dever-se ao facto dos câmara-lobenses terem votado “em alguns partidos que estão na moda, sem saber em quem estavam a votar”.

O presidente da nova estrutura concelhia salientou que “agora, mais do nunca, tinha a obrigação de não virar as costas ao partido”.

“Decidi enfrentar a realidade e, consciente de que não perdemos o vereador por falta de empenhamento ou trabalho, aqui estou novamente a dar a cara para recolocar o CDS no centro da decisão e influente nas políticas que ajudem a melhorar a vida dos câmara-lobenses e da generalidade da população da Região”, concluiu numa nota enviada pelo partido.

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