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  • Henrique Correia

Barreto realista prevê "tempos difíceis" e defende um "contrato social"

O secretário da Economia defende acordo entre empregadores e empregados e entre o Governo, as associações empresariais e as representações sindicais


Reunião com a USAM


Rui Barreto, o secretário regional da Economia, não colocou hoje "panos quentes" sobre as realidades que aí vêm em termos de consequências da pandemia, para trabalhadores e para as empresas. Foi realista sem perder a esperança. Encarar os problemas de frente não é escondê-los. E o governante, neste particular, lançou o alerta: "Estes tempos que se avizinham serão difíceis e não devemos fugir à realidade. Convém que sejamos realistas, sem nunca perder a esperança”. 

As declarações foram prestadas no âmbito de mais duas reuniões, com a USAM e com o presidente da Comissão Especializada Temporária para a Revitalização da Economia (CETRE), Nuno Agostinho, em representação do Conselho Económico e da Concertação Social, recolhendo contributos para o Plano de Recuperação da Economia da Região - PERAM, que vem a ser elaborado sob a alçada do Conselho Consultivo de Economia (CCE). 

Barreto apelou à “responsabilidade e ao compromisso” de todos e defendeu “um contrato social entre empregadores e empregados e entre o Governo, as associações empresariais e as representações sindicais, para encontrar uma forma de ultrapassar as adversidades, com estabilidade laboral e com um propósito de não adensar mais instabilidade àquela que a pandemia já provocou”. 


Reunião com o presidente da Comissão Especializada Temporária para a Revitalização da Economia Nuno Agostinho


Recordando que a pandemia dura há seis meses, Barreto chamou atenção para o facto das empresas e alguns setores, nomeadamente a Hotelaria e Restauração, terem sido “particularmente atingidos”, não havendo perspetivas de retoma. Por outro lado, apontou, “temos de trabalhar sempre no bom controlo sanitário e promover a Madeira como uma ilha segura”. Por isso, acredita ser muito importante estabelecer acordos que “deem o máximo de segurança a todas as partes (empresários e trabalhadores).

A fase que se segue, após o fim das audições, será a finalização e sistematização todos os contributos, para posteriormente o CCE produzir um documento que será alinhado com o PERAM. A apresentação desse documento deve cocorrer em outubro.

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