Buscar
  • Henrique Correia

Barreto "só" para lembrar: "O CDS está no Governo porque o PSD perdeu a maioria"


Líder encerrou as Jornadas Autárquicas: "o CDS é um partido vivo, com expressão territorial e que tem hoje uma marca”.




O líder do CDS Madeira foi este sábado ao encerramento das primeiras jornadas autárquicas depois das últimas eleições locais de 2021. E foi ali, com elogio à "legião" de autarcas, contas feitas 108, que Rui Barreto, como diz o povo "como quem não quer a coisa" lembrou o que provavelmente caiu no esquecimento de muito militantes ou dirigente: "O CDS, desde 2019, está no Governo Regional da Madeira porque o PSD perdeu a maioria e foi necessário para criar uma solução de estabilidade”. Ora bem, no contexto de pós congresso social democrata onde a coligação para 2023 ficou adiada, este reavivar da memória por parte de Barreto veio a calhar.

O líder centrista continua a lembrar: “O CDS está no Governo, preside à Assembleia Legislativa da Madeira, está no poder local, é um partido que tem expressão e que deve continuar a fazer aquilo que sabe fazer, que é defender o interesse das populações com muito trabalho, com muita competência e sem embandeirar em arco”.

Como refere um texto do gabinete de comunicação do CDS Madeira, "já com os olhos postos no futuro, o líder do CDS diz querer um partido moderno, que interprete os novos desafios das novas gerações. “Um partido mais tecnológico, mais a favor da nova economia digital e do conhecimento, dos novos empreendedores e da nova tecnologia web, que está a florescer”, assegurou.

Ao nível autárquico, Rui Barreto destacou a rede de 108 autarcas que o partido tem hoje. Conforme referiu Rui Barreto, o partido preside à autarquia de Santana, que venceu com maioria absoluta, tem seis vereadores executivos e quatro Juntas de Freguesia e, por isso, “é um partido vivo, com expressão territorial e que tem hoje uma marca”.

Deixando de lado as mensagens ao PSD Madeira, Rui Barreto focou-se no congresso do PS Madeira, este fim de semana. Diz que "o Partido Socialista tem revelado, desde há algum tempo, um incómodo pelo CDS não ter dado a maioria ao PS, “nunca ultrapassou esse trauma".

Mais para a relação Região/República, o líder centrista diz que “o PS tem vindo a dizer que há novos desafios numa nova relação com o Governo da República. O que eu quero dizer é que este novo Partido Socialista que nunca foi autonomista, coloque a Madeira e os madeirenses em primeiro lugar”.

De acordo com o líder do CDS, agora não há desculpas, porque o PS tem uma maioria absoluta estável e, portanto, todos os assuntos da República para com a Região Autónoma da Madeira têm que ser feitos na base do diálogo e da cooperação, numa ligação estreita entre os dois governos, sem intermediários, mas com lealdade e com responsabilidade.

“Não podemos continuar com situações em que temos sido mal tratados, temos sido vilipendiados por um Governo da República que promete e não cumpre”.


19 visualizações